Clau Camargo, advogada e idealizadora do projeto “Vale Reciclar”, implantado há quatro anos no município de Arujá, deseja que esse modelo de negócio seja replicado em todo o estado de São Paulo.
O programa permite que os cidadãos troquem materiais recicláveis — como papel, papelão, isopor e óleo de cozinha — por uma moeda social chamada “Vale Verde” que, depois, pode ser usada nos estabelecimentos parceiros para adquirir produtos e serviços, incluindo vestuário, alimentos, itens de higiene, brinquedos e até serviços de salão de beleza, como escova, manicure e massagem. “O projeto fortalece a dignidade e o acesso das famílias, ao mesmo tempo em que estimula a consciência ambiental”, explica a advogada.
No final do ano passado, o sucesso do projeto foi reconhecido pelo Governo do Estado de São Paulo e, pela primeira vez, Arujá recebeu o certificado do programa Município VerdeAzul – iniciativa coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), com o objetivo de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental dos municípios paulistas, auxiliando-os na elaboração de políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Estado.
De acordo com Clau, desde sua implantação, mais de 250 toneladas de materiais recicláveis foram retiradas do fluxo de descarte irregular, contribuindo para a preservação ambiental e fortalecendo a economia circular, além de estimular a conscientização da população. Isso promove igualdade e, ao mesmo tempo, incentiva a sustentabilidade. Funciona tão bem em Arujá que, segundo ela, o modelo pode ser replicado em outros municípios.

