GRAFITE – Arte urbana na Zona Leste

GRAFITE – Arte urbana na Zona Leste

Desde os tempos mais primórdios, o homem conhece a importância do desenho para a evolução e o estudo da espécie. É através das pinturas feitas nas cavernas e nos muros mais antigos que os estudiosos podem definir características da vida dos antepassados. Hoje em dia, porém, muitas pessoas definem os desenhos ao ar livre como sujeira.

GRAFITE
O nome “grafite” tem origem no italiano “graffito”, palavra usada para designar os desenhos de épocas remotas, feitos em paredes. “Graffite”, por sua vez, é o plural de “graffito” e serve para designar os desenhos elaborados ao ar livre em geral.

Ao contrário da pichação, o grafite é baseado em desenhos. Todas as letras e figuras utilizadas nas pinturas são pensadas, elaboradas, desenhadas e coloridas cuidadosamente, para que representem aquilo que o artista quer mostrar.

Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 70, em Nova York, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.

NA ZONA LESTE
O grafite foi introduzido no Brasil no fim da década de 70, em São Paulo e da lá para cá muita coisa mudou. As artes criadas começaram a ganhar características únicas, diferentes das norte-americanas, e o estilo do grafite brasileiro ficou reconhecido entre os melhores de todo o mundo.

RADIAL LESTE
Na Zona Leste basta ter um olhar um pouco mais apurado para se atentar à beleza dessas intervenções. Nas colunas dos viadutos Engenheiro Alberto Badra e Antônio Abdo, na Radial Leste, diversos desenhos coloridos estampam o local e dão outra cara a uma das avenidas mais importantes da região.

Traços delicados e cores harmoniosas aparecem nas colunas do Viaduto Engenheiro Alberto Badra

Traços delicados e cores harmoniosas aparecem nas colunas do Viaduto Engenheiro Alberto Badra

Sete prédios receberam os desenhos feitos por um grupo de 30 grafiteiros na parede lateral das edificações

Sete prédios receberam os desenhos feitos por um grupo de 30 grafiteiros na parede lateral das edificações

O colorido é encontrado no Parque Linear Tiquatira, no local onde ficam os sanitários

O colorido é encontrado no Parque Linear Tiquatira, no local onde ficam os sanitários

Já na região da Mooca, também da Radial Leste, no sentido centro, é possível observar um grande desenho de uma colombina e de um fusca azul, que está na lateral de um prédio residencial.

Ainda na Radial existe o maior corredor de grafite a céu aberto da América Latina. O projeto intitulado “4 km”, devido à extensão da parede que recebeu a arte, é da Secretaria Estadual de Turismo e do Comitê Paulista da Copa (devido à Copa do Mundo de 2014), e contou com a participação de 70 grafiteiros. Os temas das pinturas são a “torcida brasileira” e a “cidade de São Paulo”.

PENHA
Na Penha, o colorido é encontrado no Parque Linear Tiquatira, no local onde ficam os sanitários. No entanto, no endereço, os grafites ainda dividem espaço com pichações.

CDHU
As cinco conquistas da seleção brasileira de futebol em Copas do Mundo – 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 –, a estreia do time no torneio, em 1930, e a disputa em casa, foram os temas de grafites feitos em prédios do conjunto habitacional (Cohab) de Artur Alvim, localizado próximo à Arena Corinthians.

Sete prédios receberam os desenhos feitos por um grupo de 30 grafiteiros na parede de fundo das edificações – justamente a que faz frente para a Radial Leste -, via de acesso ao estádio.

Os grafites foram comandados pelos artistas Danilo Roots, Barbara Goy, Thiago Falze e Zefix, juntamente com equipes de apoio. As edificações terão de manter o grafite pelo período de um ano – até maio de 2015, aí, caso queiram, poderão removê-lo.

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