Campeonato no Paraguai Karatê tem medalhistas da Zona Leste

Campeonato no Paraguai Karatê tem medalhistas da Zona Leste

Três jovens da Cidade Tiradentes conquistaram medalhas no Campeonato Mundial Aberto de Artes Marciais Oficial de Asam, realizado no último mês de março, em Assunção, no Paraguai. Walisson Correia Novaes, de 16 anos, sagrou-se campeão mundial de karatê na categoria 15 e 16 anos.

Bruno Martins, de 14 anos, venceu o mundial na categoria entre 14 e 15 anos. O carateca Kaique Vilela, 17 anos, conquistou o segundo lugar no mundo entre os atletas com até 17 anos.

O trio é treinado pelo sensei (professor de karatê), José Carlos Vilela, o Zezinho, dentro do projeto de aulas gratuitas de karatê oferecidas no Centro Educacional Unificado (CEU) Água Azul. Os jovens competiram com mais de 300 atletas de nacionalidades diferentes na capital paraguaia.

Atualmente, a ação feita em parceria com a Secretaria Municipal da Educação beneficia 53 alunos do extremo leste, que recebem os ensinamentos três vezes por semana, duas horas por aula.

“Mais do que formar campeões, o principal objetivo do projeto é formar crianças e adolescentes como verdadeiros cidadãos. Além de ser saúde, o karatê é crescimento espiritual, autocontrole, disciplina e educação”, afirmou o sensei Zezinho. “Ganhar, é claro, é muito bom e mostra que nosso trabalho está no melhor caminho.”

O sensei e os campeões encontraram na tarde da última terça-feira, dia 10, com o prefeito Fernando Haddad, que visitou o CEU Água Azul. As aulas no espaço se somam às ações como do Programa Temático de Artes Marciais da Prefeitura, que desde 2013 beneficiou mais de 15 mil alunos com aulas de dez modalidades de artes marciais, oferecidas em 45 espaços como centros esportivos.

Zezinho desenvolve o projeto com jovens da região há oito anos e há 19 anos ensina. “As mães me procuram diariamente, não porque querem o filho ganhando medalhas, mas porque querem um futuro”, disse.

Walisson conta que antes de iniciar no karatê jogava futebol nas ruas e muitos amigos entraram para a criminalidade, enquanto ele virou campeão mundial. “Semana passada, fiquei sabendo de um amigo dessa época que foi preso. O karatê mudou minha vida tanto na saúde física quanto mental e ganhar esse título não só deixa feliz, mas também vai fazer com que outros da Cidade Tiradentes queiram aprender”, afirmou.

“Ganhar a medalha é o reconhecimento desse trabalho. O esporte liberta e pode livrar muitas pessoas das drogas”, disse Kaique, que é filho do sensei Zezinho e também mora na região.

O menor entre os campeões, Bruno, diz que a relação com sua família mudou após as aulas de karatê no CEU. “Mudei em casa e na escola, porque era muito respondão e não tinha disciplina. Ganhar a medalha é um reconhecimento do esforço, mas o karatê mudou minha vida”, afirmou o jovem de 14 anos.

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