No dia 16 acontece a festa em comemoração aos 100 anos da Vila Formosa. Para parte das solenidades, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai monitorar o trânsito nas imediações da Praça Dr. Sampaio Vidal, que será interditada entre a Avenida Dr. Eduardo Cotching e a Rua Argonautas. Haverá exposição e desfile de carros antigos, apresentação de luta “Telecatch”, com ringue montado na Praça Sampaio Vidal, além de passeio ciclístico. Todos os eventos e shows são gratuitos.
ORIGEM
A Vila Formosa, que teve a sua origem em 1923, fazia parte de um grande lote de terra que pertenceu ao explorador português Brás Cubas e que, posteriormente, foi ocupado por sitiantes. Entre os anos de 1885 e 1911, o local ficou conhecido como Sítio Casa Grande, uma homenagem à família que comprara o espaço e vivia por lá. O patriarca da família chamava João Casa Grande que, depois de alguns anos, decidiu vender a propriedade para uma família libanesa, os Jacob.
LOTEAMENTO
Assim, o loteamento que daria origem ao bairro e ao distrito de Vila Formosa começou em 1920 e foi feito pela Companhia Melhoramentos do Braz. Durante 20 anos, essa empresa vendeu e atendeu interessados em morar no local.
TERRA BATIDA
No começo, o bairro era todo em terra batida e só tinha a Rua Um, atual Avenida Doutor Eduardo Cotching. A partir dessa via, algumas travessas foram surgindo e o crescimento do bairro, de fato, começou. Devido às condições naturais, várias olarias apareceram por lá, a exemplo do que acontecia no Tatuapé.
MIGUEL JACOB
O curioso é que o nome Vila Formosa foi ideia de Miguel Jacob, em homenagem ao antigo nome da Ilhabela. Essa nomenclatura foi oficializada em 1923. Apesar do crescimento ser constante, ainda era pequeno e, para acelerar o processo, a Companhia Melhoramentos do Braz dava 30 mil tijolos a todo comprador. Um estímulo ao povoamento da região.


Eu morei nesta vila de 1965 até 1982. Quantas saudades do sino que batia as 12 horas e as 18 horas. Saudades do passeio e do algodão doce na praça Sampaio Vidal. Lá o medo não existia. Estudei no colégio Anhembi e no José Marques da Cruz e por incrível que pareça passei no vestibular em escola pública federal. Tudo era na raça. Meus brinquedos eram de barro e brincar significava fazer o caracol, pular amarelinha, jogar queimada, correr o pega pega ou estátua e a roda era o mais inclusivo de todos. Enquanto isso meus pais juntamente com outros batiam papo sentados na calçada. Parece um mundo do túnel do tempo. Só tinha uma televisão na rua que eu morava e na copa do mundo de 1970 ela foi colocada na rua para todos assistirem a copa do mundo. Quantas saudades!!!!