Sehab, CDHU e Caixa Econômica Federal (CEF) praticamente abandonaram os planos de reurbanização e de construção de novas moradias nas áreas em que estão, atualmente, as comunidades Pau Queimado e Esmaga Sapo, no Tatuapé. O mesmo vale para a Comunidade Nelson Cruz, no Belém, que há anos vem fazendo parte de projetos de revitalização.
Apesar de os órgãos ligados aos sistemas de habitação da cidade terem deixado estagnar seus compromissos, em uma de suas respostas oficiais a Sehab relatou que as comunidades Pau Queimado e Nelson Cruz seriam atendidas por meio de um convênio entre o Governo do Estado, através da CDHU, CEF e a Secretaria Municipal da Habitação. A Secretaria de Habitação divulgou que tinha o compromisso de atendimento social das famílias. Nesse sentido, conforme a nota, apontou que a CDHU e a CEF iriam construir o conjunto habitacional e comprar a área. Para isso, as ações passariam por ajustes entre as partes para que o processo se desenvolvesse. Por fim, a Sehab reafirmou o compromisso de que nenhuma família ficaria sem atendimento habitacional. Com as intervenções, todas seriam atendidas.
Sem o apoio de órgãos relacionados à habitação, a Zona Leste ainda precisa de ações mais contundentes para apresentar resultados. A opinião é de moradores que convivem com a realidade da Avenida Celso Garcia, entre os bairros do Brás, Belém e Tatuapé, e também de habitantes das comunidades, como Pau-Queimado e Nelson Cruz, que esperam pela recuperação urbana das áreas onde moram.
Membros do Conselho Comunitário de Segurança Parque São Jorge lembram, por exemplo, da importância de resgatar algumas características que o bairro foi perdendo com o tempo. Entre elas, a amizade entre vizinhos e a despreocupação ao caminhar pelas ruas, independente do horário. Segundo eles, isso passa, necessariamente, pelo investimento em habitação.
Para os membros da entidade e da própria Polícia Militar, a restauração das moradias poderá resultar na diminuição da presença de usuários de drogas na região, pois, infelizmente, eles buscam o comércio de entorpecentes em barracos ou casas usadas por suspeitos. As comunidades Pau Queimado e Esmaga Sapo seguem no radar da PM, mas seus moradores vivem a expectativa de uma intervenção do Ministério Público que lhes garantam uma moradia digna. Da mesma maneira, existe a preocupação da polícia com a diminuição dos índices criminais na região. Enquanto os planos não viram realidade, a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social mantém uma ação de acompanhamento e cadastramento das famílias.


