A Polícia Militar de São Paulo realizou na semana passada a Operação Impacto Força Total com o objetivo de intensificar o patrulhamento e combater a criminalidade. A iniciativa de reforço da presença ostensiva das forças de segurança é do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais da PM e ocorre em diversos estados do país.
Em São Paulo, a operação teve início na área do 8º Batalhão de Polícia Militar, na região do Tatuapé. Na última quinta-feira, dia 29, a concentração das tropas aconteceu na área frontal do Parque Ceret, no Jardim Anália Franco com foco na redução de furtos e roubos de veículos.
DISQUE-DENÚNCIA
O coronel Carlos Lucena, coordenador operacional da Polícia Militar, participou do evento no Ceret e destacou que essas operações contam com um efetivo robusto e estrutura reforçada. “São operações com apoio presença ostensiva da polícia para dar resposta imediata à criminalidade. São ações de enfrentamento direto dos indicadores criminais”, afirmou Lucena.
O comandante ressaltou a importância da participação da população por meio do Disque-Denúncia Telefone 181, cujo anonimato é garantido por lei e ajuda a Polícia Militar a combater a criminalidade. Ele disse também que grande parte das informações chegam pelo canal digital que é o Web Denúncia (www.webdenuncia.sp.gov.br) um serviço da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo que permite realizar denúncias anônimas pela internet também com sigilo total.
Já na sexta-feira, dia 30, a atuação foi na área do 27º BPM, no extremo sul da capital, onde a PM intensificou o policiamento após ocorrências recentes.
MEGAOPERAÇÃO
CAVALO DE AÇO
Na última quarta-feira, dia 28, a PM de São Paulo realizou a Operação Cavalo de Aço, com dezenas de policiais e cerca de 50 viaturas, coordenada pelo Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), em conjunto com o Comando de Policiamento da Capital (CPC).
Durante a operação, realizada em 10 pontos simultâneos da Capital, foram feitos bloqueios, abordagens e fiscalização com apoio aéreo do helicóptero Águia.



“Na quarta-feira, dia 28, a PM realizou a Operação Cavalo de Aço”
No dia 29, 30, 31, 1º, 2, 3, 4, 5, 6, 7… e em todos os outros, os bandidos fizeram o que quiseram….
Tenho muitos amigos na coorporação e a imensa maioria tem vocação para (e intenção de) ser o (a) melhor servidor público e agente de segurança do mundo.
Pessoas muito boas que acordam querendo o bem coletivo e empenham-se em fazer cumprir as leis.
Mas o líder maior das forças de segurança (sempre um civil imbuído em cargo público eletivo no palácio do governo estadual) evita, por comodismo, interesse eleitoral e/ou outros interesses próprios ou de grupos aos quais é ligado, vem tratando o assunto da segurança pública como balcão de negócios e container ideológicos extremista.
Colocar policiais andando nas ruas, fazendo blitz, parando carros de inocentes e trabalhadores e realizando outras ações de cunho publicitário geram engajamento da população pouco ou nada esclaredida.
Pessoas comuns têm o hábito de achar que estão seguras quando vêem policiais nas ruas e se deixam levar por aparições e promessas vazias de políticos que prometem resolver os problemas e nunca fazem o que precisa ser feito.
Mas o que seria, então?? O que deveria ser feito???
Não é fácil resolver questões que envolvem centenas de causas, incluindo estruturais e culturais de um povo.
Mas olhar para fora seria um caminho interessante.
Em muitos países desenvolvidos pelo mundo as forças de segurança não fazem “blitz” para “pescar” um ou outro lambari (peixe pequeno”, como aqui no Brasil.
Eles até fazem blitz mas invariavelmente são motivados por investigações ou denúncias prévias que indicam que um criminosos específico ou grupo de criminosos passará por ali.
Em terra tupiniquim, a ilusão é que os “bandidos” serão presos nas blitz.
O fato concreto é que os grandes traficantes, donos do crime, não passam pelos bloqueios. eles ficam sabendo antes onde estão esses bloqueios ou, qaundo passam, são cortejados pelas forças de segurança.
Eles não portam armas, não portam drogas e não têm “cara” de marginal. Ao contrário, têm muito dinheiro, vivem em círculos sociais abastados e tradicionais (considerados melhores que outros e idolatrados por muitos).
Quando passam em bloqueios/bliz com seus carros importados de alto valor, ouvem sempre o “Pode seguir viagem, doutor! Que Deus o acompanhe!”
Quem pra mesmo em blitz é o pobre coitado.
O cara que tem um carrinho mais simples, que tem algum problema no carro porque está sem grana para consertar. Uma lanterna, um pneu careca, um licenciamento, um IPVA… Ou então o motoca que faz entrega a noite toda, recebe R$ 1 a 2 por entrega em aplicativo famoso e luta para manter os documentos da moto em dia .
São esses que perdem seus carros/motos para os “vigilantes da lei e da ordem”… É sempre assim!!
No máximo pegam um bocó desavisado, aleatoriamente e completamente ao acaso e sem querer, que estava com uma arma ou portando alguma quantidade de drogas.
Mas os donos da boca, do crime, das contravenções… Esses não são sequer incomodados.
Mas então como resolver?????
Como falamos antes: não é fácil! Mas somente com um investimento massivo em inteligência da polícia e não somente ostensividade, somente com investimentos massivos em educação de qualidade (real), com seriedade e investigação profunda… somente com mudanças muito estruturais é que veremos resultados.
Até lá ficamos somente com o famoso “enxugar gelo”, posando para foto no Instagram ao lado dos mesmos políticos que comandam o estado e o país há decadas.
O pior é que ainda brigamos entre nós para defender nossos políticos de estimação.
Triste? Sim, mas real!!