A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Devedores, instalada na Câmara Municipal de São Paulo para apurar grandes empresas que estão em débito com o Município, pretendia ouvir na reunião da última quinta-feira, dia 25, executivos da operadora de planos de saúde Hapvida/Notre Dame Intermédica, mas ninguém apareceu. Os vereadores não descartam a condução coercitiva do representante da empresa, Lucas Garrido. Uma diretora da empresa de telecomunicações TIM também era aguardada, mas apresentou atestado médico para justificar a ausência.
De acordo com dados do Portal da Dívida Ativa da Prefeitura de São Paulo, atualizados até junho de 2026, a Hapvida/Notre Dame Intermédica deve ao Município cerca de R$ 2,4 bilhões. Já a TIM Celular tem cerca de R$ 1,4 bilhão em dívidas. As 50 maiores empresas que possuem dívidas com a Prefeitura devem, juntas, mais de R$ 56 bilhões aos cofres municipais.
RENEGOCIAÇÃO
A CPI recebeu informações do Executivo apontando que, desde a instalação da comissão, em maio, empresas têm procurado a Prefeitura para renegociar suas dívidas, o que já totalizou cerca de R$ 1,2 bilhão em acordos. Segundo o estudo, 233 grandes devedores devem, juntos, R$ 112 bilhões aos cofres da prefeitura.
Na última reunião do semestre, o presidente da CPI dos Grandes Devedores da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Sansão Pereira, informou que, em agosto, ela será prorrogada por mais 120 dias. O objetivo é buscar os devedores acima dos R$ 100 milhões.
LISTA ATUALIZADA
A Prefeitura atualizou na semana passada a relação dos 50 maiores devedores de tributos municipais da cidade de São Paulo. Juntas, as empresas que compõem a lista acumulam cerca de R$ 56,4 bilhões em débitos inscritos em Dívida Ativa.
Cinco maiores devedores:
Grupo Itaú – R$ 20,05 bilhões.
Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. – R$ 3,95 bilhões.
Unimed Paulistana Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico – R$ 3,64 bilhões.
Banco do Brasil S.A. – R$ 2,90 bilhões.
Notre Dame Intermédica – R$ 2,45 bilhões.
Entre os maiores devedores também está o Jockey Club de São Paulo, com dívida superior a R$ 882 milhões inscrita na Dívida Ativa municipal.

