Os Armazéns Solidários da Prefeitura de São Paulo registraram mais de 900 mil atendimentos de pessoas entre 60 e 89 anos em pouco mais de dois anos, o que representa 46,2% dos 1,96 milhão de registros. O dado evidencia o alcance do programa entre idosos inscritos no CadÚnico, que compram alimentos e produtos essenciais com preços até 50% menores que os do varejo. A combinação de preços reduzidos e unidades instaladas em regiões periféricas ajuda a preservar renda de quem precisa conciliar alimentação com gastos como medicamentos e moradia.
Segundo o secretário-executivo Vitor Arruda, o programa é essencial para garantir segurança alimentar e aliviar despesas de idosos com renda limitada. O levantamento da Sesana, realizado entre agosto de 2024 e setembro de 2026, contabilizou 523,8 mil atendimentos de pessoas entre 60 e 69 anos, 330,7 mil entre 70 e 79 e 55,2 mil entre 80 e 89 anos. Criado para atender famílias de baixa renda, o Armazém Solidário comercializa alimentos, hortifrutis e itens de higiene, limpeza e cuidados para animais, com preços monitorados diariamente para permanecer abaixo dos praticados no varejo. A economia nas compras amplia a capacidade das famílias de atender outras necessidades, como medicamentos e despesas básicas.
O perfil dos consumidores mostra que pessoas entre 40 e 59 anos representam 33% dos atendimentos, enquanto a faixa de 20 a 39 anos responde por 16%. As mulheres são maioria, com 72,6% dos registros. Em relação à raça, 44,2% são pardos, 41,6% brancos e 10,6% pretos. A capital conta com oito unidades, que realizam em média 5,5 mil atendimentos por dia e têm aprovação de 90%. O acesso é exclusivo para inscritos no CadÚnico, com apoio de assistentes sociais para regularização do cadastro. A Prefeitura prevê abrir mais sete unidades até 2028. Os endereços e horários de funcionamento das unidades podem ser consultados no site da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento.


