A partir de setembro, empresas do Simples Nacional terão de decidir como recolher CBS e IBS durante a transição da Reforma Tributária: pela guia única do Simples ou de forma segregada, pelo regime geral. A escolha impacta preços, custos e competitividade a partir de 2027. Para orientar micro, pequenas e médias empresas, a Fiesp lançou o Guia Reforma Tributária, plataforma gratuita com materiais técnicos, linha do tempo da transição e ferramentas de planejamento.
NOVA TRIBUTAÇÃO
O ambiente digital oferece o Autodiagnóstico de Preparo, que avalia o nível de prontidão da empresa e recomenda conteúdos específicos, e o Simulador de Impactos IBS/CBS, que estima efeitos da nova tributação sobre fornecedores, clientes, créditos e formação de preços. Mais de 20 empresas já testaram o projeto piloto. A plataforma também reúne materiais atualizados sobre regras, prazos e obrigações da transição fiscal.
APURAÇÃO REGULAR DE CRÉDITOS
A iniciativa responde às lacunas identificadas no Diagnóstico de Maturidade da Indústria, realizado pela Fiesp em 2026 com 312 indústrias: 48% estavam em estágio crítico ou reativo, e 44% das empresas do Simples desconheciam a possibilidade de migrar para a apuração regular de créditos. Os achados orientaram debates nos conselhos da Fiesp e ações de capacitação, incluindo parceria com TCESP, MPC-SP e IRB no evento “Reforma Tributária nos Municípios”. A entidade reforça que a decisão sobre o modelo de recolhimento exige planejamento e análise individual de cada negócio.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Para complementar o ecossistema, a Fiesp desenvolveu um chatbot de inteligência artificial, em fase piloto para sindicatos e empresas filiadas, que oferece respostas rápidas sobre Reforma Tributária, questões trabalhistas e crédito, com base de dados atualizada pela entidade. A ferramenta busca agilizar dúvidas operacionais e apoiar empresários na adaptação às novas regras.

