Na última quarta-feira, dia 26, a 5ª Delegacia Seccional Leste realizou a terceira fase da Operação SP Mobile, com a devolução de aparelhos celulares roubados ou furtados recuperados pela Polícia Civil de São Paulo.
A devolução dos aparelhos foi feita pela delegada coordenadora do Centro de Inteligência Policial da 5ª Seccional, Juliana Souto Cruz. Segundo ela, “na circunscrição da seccional, nós apreendemos mais de 50 aparelhos celulares, tanto com queixa de furto e roubo quanto expostos à venda em estabelecimentos sem a documentação correspondente”.
DEVOLUÇÃO
Até o fechamento desta edição, três vítimas já tinham se apresentado à sede da delegacia para receber seus celulares de volta. Entre elas, Lilian Marina Salazar Valdez, que esqueceu seu aparelho em um táxi em junho deste ano e, mesmo tendo ligado para seu número quando percebeu a perda, o próprio taxista atendeu, desligou e não o devolveu.
Já Rafael Falcão de Fredes conta que, em março, seu filho teve o aparelho furtado da mochila, dentro da sala de aula. Mais emblemático é o caso de Maria do Amparo Melo, que teve um aparelho Samsung furtado em 2019 e ficou surpresa com a devolução depois de tanto tempo. “Já tinha perdido a esperança, mas a demora valeu a pena”, declarou ela.
FECHANDO O CERCO
No mesmo dia 26, a Polícia Civil deflagrou a quarta fase da Operação Big Mobile contra organizações criminosas envolvidas na receptação e venda de aparelhos roubados ou furtados. Os agentes fizeram buscas em centenas de pontos de venda espalhados pelo estado, incluindo Diadema, Taboão da Serra, Santos, Praia Grande, Limeira e Ribeirão Preto, além da capital. Durante a ação, 48 pessoas foram presas e mais de 11 mil celulares foram recuperados.
A polícia identificou que a região da Santa Ifigênia, no centro da capital, continua sendo o maior polo de localização de celulares roubados e furtados logo após o crime.
A análise, com base em boletins de ocorrência registrados entre março e novembro de 2025, mapeou aproximadamente 390 mil registros envolvendo subtração de celulares. Destes, 2,4 mil continham informações de rastreamento fornecidas pelas vítimas.


