“Todo homem tem seu preço”. A máxima, antiga e anônima, é mostrada, no espetáculo “Um certo Machão”, com todo seu vigor. Wilson Coca, experiente dramaturgo paulistano, nos brinda com uma comédia em que o dinheiro, com todas as portas que abre, pode ser um inimigo mortal para aquele que tem – ou pensa ter – convicções enraizadas.
MACHÃO À MODA ANTIGA
O texto teatral nos remete à história de um executivo (Luiggi Francesco) bem-sucedido, bon vivant, que mora sozinho e mantém um relacionamento amoroso com sua empregada doméstica (Carmen Sanches), mulher de atributos físicos exuberantes. Nosso herói, no entanto, está longe de ser um rapaz fino e educado. É, literalmente, um machão à moda antiga. Grosseiro, autoritário, para quem a mulher possui qualidades apenas na cama e no fogão.
Num certo momento, ele recebe um telegrama dizendo que herdará uma fortuna tendo que se submeter, no entanto, à excentricidade de seu benfeitor. Uma cláusula do testamento diz que ele só receberá a herança se comprovar ser homossexual. A partir de então, ele se submete ao crivo de uma advogada (Maria Melilo) e precisa, com seu escassos recursos intelectuais, comprovar a profissional a sua suposta homossexualidade, criando situações embaraçosas e altamente hilárias.
SERVIÇO
“Um certo Machão” no Teatro Bibi Ferreira (Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 931, Bela Vista). Sessões: sextas e sábados às 22h45. Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia). Mais informações no telefone 3105-3129.

