Nos Centros Especializados de Reabilitação (CERs) da Prefeitura de São Paulo, pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) contam com o apoio de um robô que utiliza dinâmicas semelhantes às de jogos de videogame para auxiliar na recuperação dos movimentos, tornando as sessões mais interativas e estimulantes.
Diante de uma tela com atividades interativas, exercícios repetitivos dão lugar a tarefas inspiradas no cotidiano, como arremessar uma bola, pescar, pintar ou servir uma refeição. Cada movimento é monitorado em tempo real, com registro de dados como força, velocidade, trajetória e precisão.
Entre as estratégias terapêuticas, a robótica vem ganhando espaço como aliada. Utilizado de forma complementar aos demais atendimentos, o Assistive Rehabilitation Machine (ARM) — robô portátil desenvolvido no Brasil — auxilia na recuperação dos movimentos dos membros superiores por meio de uma manopla que conduz o paciente em atividades virtuais.
TRATAMENTO PERSONALIZADO
O sistema também ajusta automaticamente o nível de dificuldade, aumentando gradualmente os desafios conforme a evolução clínica. Essa lógica, semelhante à de jogos eletrônicos, contribui para maior adesão ao tratamento e permite um volume elevado de repetições — fator essencial para a recuperação motora.
A terapia robótica não substitui os demais cuidados e integra um plano amplo, que pode incluir fisioterapia, fonoaudiologia, neuropsicologia, acupuntura, hidroterapia e estimulação cognitiva, conforme a necessidade de cada paciente. De acordo com especialistas da rede, a combinação entre tecnologia e acompanhamento multiprofissional tem contribuído para resultados mais consistentes — especialmente diante de uma mudança no perfil dos pacientes.

