Policiais do Cerco Leste, delegacia especializada em repressão ao crime organizado, prenderam na última quarta-feira, dia 18, três membros de uma quadrilha que receptava aparelhos celulares furtados ou roubados para venda posterior. O grupo também comercializava clandestinamente canetas emagrecedoras.
Segundo o delegado da 5ª Delegacia Seccional de Polícia, Filipe Soares Dutra Sousa, o trabalho aprofundado de investigações de sua equipe, possibilitou a identificação de três indivíduos, entre eles, uma mulher, responsáveis pelo armazenamento, manipulação e comercialização de aparelhos celulares receptados, bem como pela distribuição ilícita de medicamentos controlados.
Segundo Sousa, “a robustez do conjunto probatório angariado ao longo da investigação ensejou a representação e consequente expedição de mandados de busca e apreensão em face dos investigados”, declarou. Os três foram presos em flagrante pelos crimes de associação criminosa, receptação qualificada e alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
O delegado informou ainda que durante o cumprimento das ordens judiciais, foram localizados e apreendidos diversos objetos de interesse investigativo, como: 198 aparelhos celulares, dois veículos, seis notebooks, sete dispositivos utilizados para desbloqueio de aparelhos celulares, oito frascos de Tirzepatida – utilizados como canetas emagrecedoras -, além de anotações diversas relacionadas à atividade ilícita. Felipe disse que todo material foi encaminhado para a perícia para tentar encontrar as vítimas.
CONTRABANDO
No mesmo dia, a equipe cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência de um indivíduo que vinha sendo investigado. No local, foram localizados e apreendidos diversos bens de origem estrangeira, desacompanhados de documentação fiscal regular, dentre os quais: 41 aparelhos celulares novos em suas embalagens originais; 129 fones de ouvido; 97 relógios digitais; e 47 apresentadores digitais.
O delegado informou que “em análise preliminar, que tais mercadorias eram introduzidas no território nacional de forma clandestina, sendo posteriormente destinadas à comercialização por meio da plataforma digital Mercado Livre, atividade desempenhada pelo próprio indiciado, que foi preso em flagrante”.

