Para proteger e inibir possíveis situações de insegurança à população, as Bases Comunitárias de Segurança são instaladas em diversas regiões da cidade pela Polícia Militar de São Paulo. Desde o ano de 1997, baseadas no modelo de polícia comunitária canadense, e posteriormente no modelo japonês, servem para que a população tenha apoio dos oficiais quando surgem situações de risco. Há cerca de 20 dias, uma Base Comunitária foi alojada entre o cruzamento das avenidas Aricanduva e Itaquera, na Zona Leste. Só que a falta de estrutura e de ferramentas para o trabalho dos policiais está fazendo com que a população sinta medo de não ter mais o equipamento para colaborar com a segurança da região.
Francinete Azevedo contou à Gazeta que são péssimas as condições de trabalho dos oficiais que operam no local. “Lá eles só têm um banheiro químico no lado de fora, que a policial feminina não pode usar”, descreveu. Além do banheiro precário, a falta de energia também é um problema. “Eles não têm onde esquentar marmita e a noite é muito escuro, o que coloca em risco a segurança dos policiais que ficam de plantão”, ressaltou.
Moradora do bairro há 12 anos, Francinete disse que essa é a terceira Base Comunitária instalada por lá. A primeira foi retirada após uma enchente, a segunda, no ano passado por falta de estrutura. “Pelo jeito com essa acontecerá o mesmo do que com a outra. Os policiais já pediram para a Eletropaulo e Prefeitura ligarem a energia, mas até agora nada foi feito”.
SEGURANÇA
Ela aponta que o cruzamento entre as avenidas é muito perigoso. “Com a Base no local, os moradores se sentem mais seguros, porque neste cruzamento acontecem muitos assaltos”. Segundo dados estatísticos divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), de janeiro a agosto deste ano foram registradas no 66º Distrito Policial do Jardim Aricanduva, pertencente à região, 297 ocorrências sobre roubos de veículos, 879 sobre outros tipos de furtos, 278 furtos de veículos, entre outras.
Em contato com a Prefeitura, por meio do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), a pasta esclareceu que “o novo ponto de energia a ser instalado na Base Comunitária deve ser solicitado junto à AES Eletropaulo. O Ilume é responsável apenas pela iluminação da avenida e não da base”. Já a AES Eletropaulo informou que no dia 22 de outubro, terça-feira, foi solicitada aos responsáveis pelo equipamento a entrega da documentação necessária para a instalação de energia no local, que ainda está pendente. Em nota, a Polícia Militar de São Paulo informou que “irá apurar as irregularidades contidas na Base Comunitária mencionada pela reportagem”.

