VLT na Avenida Celso Garcia

VLT na Avenida Celso Garcia

A degradação da Avenida Celso Garcia, na região do Tatuapé, entre outros bairros, continua a ser um dos principais problemas para a diversificação do desenvolvimento local. A existência de lojas e galpões fechados, cortiços e de um corredor de ônibus que não integra o passageiro ao comércio, só acelera o processo de abandono. Diante do quadro de deterioração atual, esta Gazeta convidou especialistas na área de urbanismo para desenvolver um projeto que ajudasse no resgate histórico e econômico da avenida.

PROFISSIONAIS
Diante do desafio, o engenheiro urbano Vagner Landi, os arquitetos Paula Zanelato, Hendrigo Maluf, Helena Werneck e Eline de Souza da Silva e o designer gráfico Vicente Carotenuto Junior, apresentaram um estudo preliminar de implantação de VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) na Celso Garcia.

Para os profissionais, os veículos a serem instalados seriam do modelo Citadis, com alimentação sem catenárias e com baterias próprias, ou seja, existiria um terceiro trilho no solo cuja energia seria produzida pelas próprias composições no momento de frenagem e partida.

Imagem de Barcelona (Espanha) mostra o sistema desejado por especialistas

Imagem de Barcelona (Espanha) mostra o sistema desejado por especialistas

VLT transportaria 1.600 passageiros/hora entre a Penha e o Brás

VLT transportaria 1.600 passageiros/hora entre a Penha e o Brás

CIRCULAÇÃO
A intenção do projeto é a de que os veículos tenham aproximadamente 40 metros e capacidade de transporte de até 400 passageiros. O plano colocaria em circulação quatro veículos, absorvendo um número de até 1.600 passageiros/hora no percurso entre a Penha e o Brás. Para os especialistas, estima-se que haja uma circulação de 55 mil passageiros/dia, dentro das 17 horas de funcionamento (das 5 às 22 horas).

LINHA EXCLUSIVA
Os veículos circulariam em uma linha exclusiva (ida e volta) e que seriam separadas nos pontos de parada. Conforme Vagner Landi, “dessa forma, teríamos uma obra mais econômica, mais rápida e um número muito pequeno de desapropriações”.
Sobre as estações de parada, Vicente Carotenuto Junior afirmou que haveria uma a cada 500 metros. Seriam instaladas, no total, 12 estações de paradas intermediárias e mais duas de início e final de trajeto.

SETE MINUTOS
Segundo Carotenuto, o tempo máximo de espera do veículo dentro da estação de parada seria de sete minutos, em horário pré-programado, em função do horário de funcionamento do sistema. Conforme Paula Zanelato, os pontos de parada estariam totalmente cobertos e vedados, aparelhados com equipamentos direcionados ao conforto dos usuários. O recebimento de passagens ocorreria por meio de catracas de acesso ao ponto de parada, com ticket ou cartão recarregável.

CARROS E MOTOS
No que diz respeito à circulação de automóveis, motos, bicicletas e pedestres, seriam destinadas duas faixas de circulação para carros, sempre no sentido centro-bairro. O mesmo ocorreria no caso das motocicletas.
Tanto veículos como motos não poderiam fazer conversões à esquerda. Para seguirem nessa direção teriam de retornar com acesso à direita contornando a quadra e atravessar pela via, em locais definidos que seriam estudados, com semáforos programados em função da aproximação do trem VLT, que sempre teria a preferência nos cruzamentos.

CICLOVIA
Uma faixa exclusiva seria destinada para a ciclovia (ida-volta), ao lado oposto às faixas de veículos e motocicletas, a fim de evitar acidentes. As calçadas existentes passariam por reforma com pisos adequados ao conforto do pedestre e haveria a instalação de todos os equipamentos e sistemas de acesso às pessoas com deficiência, como rampas, sinalizações de solo e sonoras.

ÔNIBUS CIRCULARES
Para que a população tenha acesso ao serviço de Veículos Leves Sobre Trilhos, a equipe de profissionais propôs a implantação de pontos de ônibus circulares, que conduziriam os usuários entre os bairros e estariam diretamente ligados aos principais terminais rodoviários. Com os trajetos percorridos por micro-ônibus, os percursos até os VLTs se tornariam mais rápidos e o trânsito teria uma fluidez maior, proporcionando mais conforto ao passageiro.

Deixe um comentário

*