TIQUATIRA: Ocupação do MTST se expande

TIQUATIRA: Ocupação do MTST se expande

Em maio deste ano esta Gazeta publicou matéria a respeito da ocupação do terreno de 1.700m² localizado na Rua Campala, próximo ao CEU Tiquatira, na Penha. Passados quatro meses a equipe de reportagem voltou ao local e constatou que a ocupação, não só continua existindo, como também cresceu.

A INVASÃO
Em março, o terreno foi declarado de utilidade pública para a construção da estação Tiquatira, da Linha 2 – Verde do Metrô. Mas desde abril o local vem sendo invadido por dezenas de famílias que já construíram casas de maneira ilegal.

Em maio deste ano, a ocupação ainda não estava com força total

Em maio deste ano, a ocupação ainda não estava com força total

As famílias, que estavam em um terreno na Avenida do Cursino, na Zona Sul, tiveram que sair de lá em junho de 2013, momento em que houve a reintegração de posse. Depois disso, elas se dispersaram. Algumas foram para casas de parentes e outras ocuparam outros terrenos, como o da Penha.

FORÇA TOTAL
Na época do início da ocupação, a líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) da Cursino, havia dito que o movimento não estava com força total, pois os moradores estavam sem dinheiro até mesmo para levantarem suas casas.

Entretanto, este cenário parece ter mudado drasticamente desde então. Se antes grande parte dos ocupantes apenas demarcava seus espaços no chão utilizando fitas, agora as demarcações deram lugar a construções mais sólidas.

ESPERA
O terreno onde será construída a estação Tiquatira do Metrô também dará lugar a moradias populares. Informação esta que gera expectativa nos ocupantes do local, que têm a esperança de serem contemplados com uma unidade. Por enquanto, a maioria afirma que não sairá do local, pois não tem para onde ir.

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