Território CEU Carrão-Tatuapé: dois anos de desrespeito

Território CEU Carrão-Tatuapé: dois anos de desrespeito

Em outubro completam-se aproximadamente dois anos de que as obras do Território CEU Carrão-Tatuapé foram paralisadas. Nesse período, em 2016, a empresa responsável pela construção dos prédios já havia diminuído consideravelmente a sua atuação no terreno e, poucos dias depois, as máquinas também pararam.

Na época, os moradores do Tatuapé e região criticaram a Prefeitura por ter autorizado o desmanche do Centro Esportivo Brigadeiro Eduardo Gomes. Foram destruídas as piscinas, as quadras poliesportivas, as salas de ginástica, a academia de boxe e outros espaços voltados à prática de esportes. Durante as obras, os frequentadores da área de lazer também chamaram atenção para o grande número de árvores que tinham sido transplantadas ou podadas de maneira irregular.

“Discussão sobre obra permanece”

Daí em diante, a empresa responsável se desvinculou de suas obrigações em concluir os prédios e os moradores da região deram início a uma batalha para proteger o terreno de invasões, discutir o que poderia ser feito com as estruturas já erguidas e, mais tarde, recuperar a parte do Centro Esportivo que permanecia intacta.

Agora, em outubro de 2018, a discussão sobre o Território CEU permanece, com reuniões, encontros na Câmara Municipal e manifestações. Moradores buscam junto à Secretaria da Educação a priorização da retomada das obras do Carrão, sob a justificativa de que o local sofreu um verdadeiro desmonte, tendo o clube totalmente destruído. Outro ponto levantado, e que foi pauta entre os manifestantes, dizia respeito à provável conquista de emendas parlamentares de vereadores, afim de repassar as verbas à empresa vencedora da nova licitação. Segundo eles, alguns políticos até se dispuseram a ajudar, porém, o período de campanha eleitoral tem dificultado as negociações.

Enquanto isso, o terreno do CEU, que é de responsabilidade da Educação, continua se deteriorando, com pontos viciados de descarte de lixo, mato alto, falta de iluminação e invasões durante a noite e de madrugada.

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