TATUAPÉ – Árvore é cortada por ‘engano’

TATUAPÉ – Árvore é cortada por ‘engano’

O barulho da serra elétrica fez o morador da Praça Pádua Dias, no Tatuapé, Cleiton Gomes, sair de casa, na última quarta-feira, 13, para ver o que estava acontecendo. Segundo ele, o quadro foi estarrecedor ao ver que funcionários da Prefeitura estavam cortando uma árvore de aproximadamente 30 metros de altura, cujo tronco só poderia ser abraçado por duas pessoas. Gomes afirmou ter questionado um dos homens da empresa contratada com relação ao motivo do corte e a resposta foi direta: a espécie estaria condenada por cupins.

ENGENHEIRO
Gomes revelou ter observado parte do tronco e notou que realmente havia alguns buracos na casca caracterizando a infestação por insetos. Porém, como não tem conhecimento técnico, o morador preferiu não interferir na decisão do engenheiro agrônomo responsável pelo corte. “A cada galho serrado me sentia mais triste por estar impotente diante da situação. Sem contar o estrago causado a outras árvores menores” reclamou.

SAUDÁVEL
Enquanto os pedaços da árvore foram sendo empilhados, para a retirada pelo caminhão, o morador começou a perceber que a parte interna da espécie estava sadia. “Mesmo percebendo o fato de um erro grave estar sendo cometido não podia fazer nada, pois os funcionários estavam executando o serviço sem se preocupar com a questão ambiental”, resignou-se Gomes.

EQUÍVOCO
Depois de dois caminhões terem sido carregados com diversos galhos, o morador contou que uma mulher chegou ao local para observar o trabalho. “Mesmo não sabendo se ela era a engenheira responsável, resolvi perguntar se realmente haveria a necessidade de serrar a árvore inteira. Para a minha infelicidade, a funcionária admitiu ter sido um equívoco efetuar o corte, pois tratava-se de um problema superficial”, disse.

SEM RESPOSTA
Segundo Gomes, após a péssima constatação, ele entrou em contato com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e com órgãos da Prefeitura responsáveis pela poda e corte de árvores. No entanto, um dia depois do incidente, o morador não tinha obtido nenhum retorno sobre a ação apontada por ele como criminosa. Conforme o morador, a única comunicação existente entre ele e um representante da Prefeitura ocorreu no dia do “crime”, quando uma pessoa lhe perguntou quem havia podado a árvore da frente da sua casa, pois era proibido e poderia lhe render uma multa.

COMPENSAÇÃO
No mesmo instante, Gomes afirmou ter indagado a pessoa sobre a proporção dos atos. “O que foi pior, podar uma espécie plantada por mim, na minha calçada, para não romper a fiação elétrica, ou cortar uma árvore de mais de 50 anos de existência por engano?”, completou. Agora, o morador questiona quem será responsabilizado pelo ocorrido. Para ele, no mínimo a Prefeitura deve uma compensação ambiental.

Deixe um comentário

*