Rodízio – Alckmin diz que não há nada definido

Rodízio – Alckmin diz que não há nada definido

A última quinta-feira, dia 5, foi a mais chuvosa de 2015 e a precipitação alcançou os mananciais localizados no Sul de Minas Gerais e no Norte do Estado de São Paulo.

A boa notícia é que o Sistema Cantareira registrou, na sexta-feira, 5,4% de sua capacidade, ou seja, um aumento de 0,2%. A previsão para a próxima semana é de mais chuva.

Até o fechamento desta edição os índices dos demais mananciais eram os seguintes – Alto Tietê: 11,5%. Guarapiranga: 49,8%. Alto Cotia – 30,6%. Rio Grande – 76,4. Rio Claro – 30,4.

RODÍZIO
No que diz respeito ao início do rodízio na região metropolitana, o governador Geraldo Alckmin voltou a destacar que não há nada definido a respeito.

Durante entrevista coletiva em Brasília, ele chegou a dizer sobre o quadro de estabilidade do Sistema Cantareira e da terceira reserva do volume morto, que não deverá ser usada neste momento.

“A Sabesp está fazendo todos os estudos necessários. É uma empresa competente”, salientou.

Dos sistemas existentes, Alckmin avaliou que há problemas em apenas dois. “Cantareira e Alto Tietê. A seca atingiu as regiões nordeste e sul. Por isso é importante a interligação entre os sistemas.”

Durante a coletiva, o governador também falou sobre a distribuição de caixas d’água para as famílias de baixa renda e que o momento é de administrar a demanda e de se concentrar nas obras.

“Vamos levar água da Billings aos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê. Tem a interligação entre o Rio Paraíba do Sul e o Sistema Cantareira e aumentamos a oferta de água de reúso às indústrias.”

NADA CONFIRMADO
A discussão quanto à adoção do rodízio teve início na semana retrasada quando muitos jornais destacaram de que seriam cinco dias sem água e dois com. No final, passou para quatro dias sem água e dois com. Na semana passada cogitou-se, inclusive, a adoção do rodízio apenas nas regiões abastecidas pelo Cantareira, mas nenhuma das informações foi confirmada, até o momento.

MOTIVOS
Segundo já divulgado, um dos fatores que pode levar à efetivação da medida é se as chuvas continuarem abaixo da média no Sistema Cantareira.
Outro é se voltar a persistir o quadro de mais saída de água do que de entrada. Neste caso a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) podem determinar à Sabesp outra redução na retirada de água.

Outra possibilidade é se as obras que estão sendo realizadas não ficarem prontas no prazo previsto. De acordo com matérias veiculadas durante a semana, a direção da concessionária aplicaria a medida para evitar o esgotamento dos reservatórios e garantir o abastecimento no inverno.

PRESSÃO MENOR
Paralelo a este cenário, a Sabesp disponibilizou em seu site (www.sabesp.com.br) um link onde os consumidores podem saber em qual horário está ocorrendo redução de pressão na tubulação.

A informação está sendo passada por região e, por enquanto, está assim definida: Tatuapé, Belém, Mooca – das 13 às 5 horas; Carrão e Brás – das 13 às 6 horas, Aricanduva, Penha, São Mateus, Sapopemba, Vila Matilde e Cidade Tiradentes – das 13 às 7 horas; Artur Alvim, Cidade Líder, Ermelino Matarazzo, Parque do Carmo e Cangaíba – das 13 às 4 horas; Guaianases, Itaim Paulista – das 15 às 4 horas; Itaquera – das 15 às 7 horas; Jardim São Pedro – das 21 às 5h30; São Miguel Paulista – das 17 horas à 0 hora; Vila Alpina – das 13 horas às 5h30; Vila Formosa – das 13 horas às 4h30.

Quanto à diferença de horários para a redução da pressão em cada região, a concessionária disse que isso se deve às características topográficas, da tubulação e do tamanho da população.

“Para uma minoria (bem menos de 1%), formada em geral pelos que moram em pontos elevados e que não possuem caixa-d’água, a crise hídrica pode significar longas horas sem água nas torneiras. Em casos excepcionais, até mesmo alguns dias. A prioridade máxima da Sabesp é solucionar esses problemas localizados, inclusive com a distribuição de caixas d’água a famílias carentes.”

A consulta quanto à redução da pressão também pode ser feita através do telefone 195. Neste caso é necessário informar o número do RGI – Registro Geral do Imóvel – que vem discriminado na conta.

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