Réquiem para o Desejo

Réquiem para o Desejo

A Companhia da Memória cria uma releitura do clássico Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams (1911-1983), em Réquiem Para o Desejo. Livre, ela inverte completamente os papéis desempenhados pelos personagens no clássico norte-americano. Stella torna-se uma mulher extremamente dominadora que tortura constantemente sua irmã Blanche. Para isso, Stella conta com a ajuda de seu fracassado marido Stanley e do forte e dominador Mitch, pretendente da irmã.

Em um cenário de terra arrasada, essas figuras buscam maneiras de estruturar as suas relações, que quase sempre resultam em explosões e choques irracionais e sem explicação. A ideia é lançar um olhar negativo para as figuras e situações criadas por Williams para investigar onde e como se instauram as diversas relações de poder, controle e repressão em uma estrutura social contemporânea.

EIXOS TEMÁTICOS

Com uma narrativa polifônica, que mostra o ponto de vista aprofundado dos personagens, a encenação toma como eixos temáticos principais as culturas do patriarcado (do machismo), do capitalismo (neoliberalismo), da misoginia, do racismo, do colonialismo (neocolonialismo), do sucesso (reconhecimento, espetáculo, celebridade, competição e meritocracia) e da violência.

Para fazer essa crítica à sociedade capitalista contemporânea, a encenação adota como referências os conceitos da graça e do destino trágico presentes nas obras do cineasta dinamarquês Lars von Tier (sobretudo em Ondas do Destino); e a manifestação da ideologia fascista e da violência contemporânea presentes nos filmes do diretor alemão Michael Haneke (em A Fita Branca e Violência Gratuita).

OBRA ORIGINAL

Assim como a obra original, a encenação parte de uma sobreposição de tempos-espaços narrativos: a casa branca – aristocrática, burguesa e latino-americana -, que é representada pela releitura de Alexandre Dal Farra; e a casa negra – presente na peça de Williams nas imagens do cabaré onde ecoa o piano blues e na residência da vizinha negra. Este segundo plano não ficcional é composto por uma intervenção poética e musical das cantoras/atrizes convidadas Roberta Estrela D’Alva (em vídeo) e Denise Assunção.

SINOPSE

A peça gira em torno das quatro personagens principais do clássico Um bonde chamado desejo de Tennessee Williams. Em um cenário de terra arrasada, Stella, Blanche, Stanley e Mitch buscam maneiras de estruturar suas relações, que quase sempre resultam em explosões, choques irracionais e sem explicação.

SERVIÇO

Até 4 de novembro no Teatro do Sesc Ipiranga. Classificação: 16 anos. Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada). Sextas e sábados às 21 horas, e domingos e feriados às 18 horas. Haverá sessão na quinta dia 1/11 às 21 horas. Sesc Ipiranga: Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga. Informações no telefone: 3170-4059.

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