Quem são as pessoas que estão à frente da segurança do Tatuapé?

Quem são as pessoas que estão à frente da segurança do Tatuapé?

O Tatuapé completou 349 anos no dia 5 de setembro. Mas quem são as pessoas que estão à frente da sua segurança.  Conheça nesta matéria quem são alguns dos policiais militares que trabalham arduamente em prol da manutenção da ordem no Tatuapé, considerado como um dos bairros mais tranquilos da cidade, no que se refere ao tipo de ocorrência registrada

Coronel Fabio Luis Pelegrini. É ele quem está à frente do Comando de Policiamento de Área 11 da Zona Leste (CPAM-11), responsável, inclusive, pela segurança dos tatuapeenses. Ele observa de perto três batalhões que estão divididos em 12 companhias, além de seus respectivos capitães.

São eles: 8º Batalhão – sob o comando do tenente-coronel Campos e suas companhias que atendem aos bairros do Tatuapé, Vila Carrão, Vila Matilde e Vila Formosa; 21º Batalhão – sob o comando do tenente-coronel Delafina e suas companhias que atendem aos bairros da Mooca, parte da Água Rasa, Vila Diva, Parque São Lucas, Vila Alpina e Vila Prudente; e 51º Batalhão – sob o comando do tenente-coronel Fernandes e suas companhias que atendem aos bairros do Belém, Penha e Parque São Jorge.

“Estamos falando de uma área com 90 km2 e mais de um milhão de habitantes, certamente. Do último censo, que foi em 2010, percebemos que a densidade urbana aumentou bem”, observou o coronel.

Pelegrini assumiu o comando do CPAM-11 em junho deste ano. Ele veio do gabinete do Comando Geral da PM. Como ele mesmo gosta de se referir, de tenente-coronel foi promovido e presenteado com esta área. “É uma área privilegiada esta do CPAM-11, principalmente a região do Tatuapé. A violência aqui é muito controlada.”

ATENDIMENTO

O trabalho do policial não para. “Acabou uma ocorrência o policial já vai para outra. A Polícia militar não quer que o crime aconteça. A partir de uma ocorrência fazemos a repressão imediata e a segunda parte é passá-la à polícia civil, a quem cabe investigar.”

Pelegrine destacou que os policiais hoje em dia são muito bem treinados, através do método chamado Giraldi, ou seja, Técnica de Preservação da Vida. “A ideia é preservar a vida de todos que estão inseridos na ação, mas em muitos casos o marginal quer o confronto e o policial é obrigado a revidar. Falo para os meus policiais: ninguém sai de casa para matar alguém, se a pessoa sai com este objetivo, ele é um assassino. O policial sai para preservar a vida. Depois que o método Giraldi foi implantado, o número de policiais vítimas em confronto em serviço, ou mesmo de folga, diminuiu muito.”

Para quem não conhece, o Método Giraldi consiste em um conjunto de técnicas e normas que foi criado por Nilson Giraldi e é utilizado pelos Policiais do Estado de São Paulo desde 1998. Esse método ajudou na diminuição de mortes de policiais, desde a sua implementação.

TECNOLOGIA

Antigamente o policiamente era dividido por setores e o policial ficava no impirismo. Embora muitos ainda duvidem, a policia está bem equipada em com ferramentas de inteligência que mapeiam todas as ocorrências. “Em sei quantos furtos ocorreram no ano passado e neste em uma determinada rua, por exemplo. O programa me direciona a um mapa de calor: vermelho, amarelo, verde ou nada. Eu coloco todas as minhas forças de trabalho para coibir por tipo de crime, por horário e por dia. O policial hoje sai da companhia com um cartão chamado CPP – Cartão de Prioridade de Patrulhamento – sabendo os endereços com maior índices de ocorrências. Todas as viaturas têm tabletes integrados com o Copom e integrado a toda rede.”

BOLETIM

Tanto o coronel Pelegrini quanto o major Marangon reforçaram o quanto é importante fazer o registro do Boletim de Ocorrência (BO). Como a polícia trabalha com uma metodologia inteligente, se não há BO não há estatística para direcionar o patrulhamento. Também é importante registrar as chamadas subnotificação, quando o crime foi apenas tentativa. Elas acabam não entrando nas estatísticas muitas vezes porque foram resolvidas na hora.

Major Marangon

Major Marangon fala sobre o Infocrim e da importância de fazer o BO

Um dado interessante é que atualmente 75% das ocorrências, das cerca de 40 mil chamadas do Copom, são de cunho social e não policial. Como briga de vizinho, de marido e mulher, o cachorro que foi atropelado pelo vizinho, as batidas dentro de estacionamentos particulares, entre outras.

Também é muito comum o policial amparar um determinado atendimento até que o socorro médico chegue. “Quantos partos nossos policias ajudaram dentro de uma viatura, por exemplo. Isso é mais comum do que possa parecer. Como acalmar uma criança ou um pessoa que passou por uma situação de perigo também fazem parte do trabalho. Digo sempre aos meus policiais: atendam bem a população, pois também somos usuários do mesmo sistema.”

OCORRÊNCIAS

Um crime que vem contribuindo para o aumento dos índices na região do Tatuapé é o de roubo de cargas. E o que mais impressiona é o tipo da ação. “É o roubo de papel que está sendo entregue na papelaria, a entrega de alimentos em um determinado estabelecimento, e por aí vai. Em um determinado mês tivemos 38 roubos deste tipo.”

Outro exemplo que ocasiona o impacto são as empresas situadas na região que tiveram seus objetos levados em outras regiões, mas, como as sedes estão no Tatuapé, acabam fazendo o BO nas delegacias daqui.

Major Ricardo mostra o tablet que os policiais utilizam nas viaturas

Major Ricardo mostra o tablet que os policiais utilizam nas viaturas

Outra citação foi que, em maio deste ano, o que impactou foram os casos de estupros. A equipe do Marangon olhou BO por BO e constatou que dos cerca de 30 registros, 28 ou 29 foram dentro de casa, por um familiar. Só que aparece o indicador no vermelho.

Pelegrini também destacou que, pelo Projeto Radar, a câmera que mais identifica veículos roubados é a instalada ma altura do Parque São Jorge. “Temos uma atuação muito forte. Quando é identificado o problema imediatamente é emitido um alerta vermelho para as viaturas que estão nas imediações.

Outra situação que incomoda o tatuapeense refere-se ao furto de estepes. “Estamos monitorando e de olho. É uma quadrilha muito especializada. Eles têm olheiros esperando a viatura chegar para avisar. Estamos trabalhando em cima disso também.”

OBSERVAÇÃO

Coronel Pelegrini destacou que uma boa zeladoria também ajuda a manter a criminalidade longe. Além disso, alertou para o aumento do número de câmeras públicas integradas com a polícia vem aumentando. “A integração com as câmeras particular e da CET é uma realidade e isso nos ajuda bastante. A comunidade tatuapeense pode ter a certeza que tem uma polícia bem equipada e que trabalha na prevenção e age quando deve agir, assegurando a segurança de todos. Digo que o policial é um herói. Confiem na Polícia Militar”, concluiu.

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