Quem é o especialista em arritmias cardíacas?

Quem é o especialista em arritmias cardíacas?

Como uma das principais entidades médicas do Brasil, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) aproveita o momento em que foi celebrado o Dia Mundial do Coração, no dia 29 de setembro, para esclarecer à população leiga e aos demais profissionais da saúde sobre o especialista responsável pelo diagnóstico, avaliação/exames e tratamento das arritmias cardíacas: o arritmologista. “A Sobrac quer capacitar cada vez mais profissionais para atuar na especialidade. Quanto mais preparado estiver o arritmologista, melhores serão os resultados oriundos de procedimentos de alta complexidade”, diz o cardiologista Luiz Magalhães.

Reconhecida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e por diversas entidades internacionais pelo seu trabalho, a Sobrac busca conscientizar, através de uma campanha educativa, a importância dessa especialidade médica. A sociedade certifica candidatos para exercer com segurança esta subespecialidade da cardiologia, com critérios de aprovação restrita, avaliação rígida, através de provas teóricas e práticas, que garantem aos profissionais habilidades manuais adequadas e conhecimento necessário para a prática da arritmologia.

ESSENCIAIS PARA O DIAGNÓSTICO
“O arritmologista e o eletrofisiologista são essenciais para o diagnóstico e tratamento de todo tipo de arritmia cardíaca. No Brasil, temos em torno de 150 especialistas em arritmias, muito pouco, considerando uma população de mais de 200 milhões de habitantes”, relata Magalhães. “É preciso ter atenção de um profissional correto, bem preparado e especializado. As doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo e, nesse contexto, estão as arritmias cardíacas”, completa Magalhães. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em seus levantamentos de 2000 e 2011, a cardiopatia isquêmica e o infarto foram as principais causas de morte no mundo.

ARRITMIAS CARDÍACAS E AVC
Estima-se que, no Brasil, mais de 300 mil pessoas por ano sejam acometidas de morte súbita devido às arritmias cardíacas. Deste total, apenas 1,5% dos pacientes que sofrem da doença recebem os cuidados necessários na cidade de São Paulo, considerada uma das metrópoles mais bem equipadas no País.

Qualquer pessoa, independente da faixa etária, sexo ou classe social pode ter arritmia cardíaca. Há casos em crianças, jovens, adultos e idosos. E, não é raro, mesmo atletas estão predispostos à doença, que pode ser desencadeada por um aumento da frequência cardíaca, chamada de taquicardia supraventricular (SVT).

Um dos tipos de arritmia cardíaca mais prevalente em todo mundo é a fibrilação atrial. Sua incidência é de 2,5% da população, que equivale a 175 milhões de pessoas e acomete muito comumente pessoas em idade avançada, em geral, acima dos 75 anos, sendo sua maior prevalência no sexo feminino.

RÁPIDO E IRREGULAR
A doença se caracteriza pelo ritmo de batimento rápido e irregular dos átrios (câmaras superiores do coração) e tem como maior consequência o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. Decorrente da formação de coágulos no interior dos átrios, ao desprenderem-se provoca o derrame cerebral. Mesmo quando os sintomas não são perceptíveis, a fibrilação atrial pode aumentar os riscos de uma pessoa para o AVC e demais problemas cardíacos relacionados.

Às vezes, as causas da fibrilação atrial são desconhecidas. No entanto, a doença pode ser o resultado de danos ao sistema elétrico do coração de outras condições cardíacas, tais como pressão arterial alta não controlada por muitos anos. Outro fator desencadeante é a complicação devido a uma cirurgia cardíaca.

“Sensações recentes e intensas, como palpitações, dor no peito, falta de ar e desmaios, por exemplo, devem ser investigadas com um arritmologista. O recomendado é que, a qualquer um destes sintomas, deve-se procurar atendimento médico com brevidade”.

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