Que venha o Tri!

Que venha o Tri!

Nada é por acaso. Para estar no degrau mais alto do pódio, é preciso trabalhar, e muito, para vencer os competitivos “adversários”. E engana-se quem pensa que a conquista do bicampeonato para a Acadêmicos do Tatuapé foi fácil. Pelo contrário. Foram meses e meses de muito suor, mãos cansadas e mentes exaustas.

Agora na Fábrica do Samba, o barracão da agremiação azul e branca foi a segunda casa de muitos integrantes da escola, mas principalmente do carnavalesco Wagner Santos. Natural do Estado do Maranhão, ele se disse presenteado com o convite e, mais ainda, quando soube que a Acadêmicos iria homenagear a sua terra natal.

“Foi uma surpresa maravilhosa. Vamos mostrar um Maranhão alegre, colorido, e que poucos brasileiros conhecem”, destacou antes do desfile. E foi assim mesmo que a Tatuapé se mostrou na passarela do samba. Com fantasias belíssimas e muitos acessórios, luxo e riqueza em detalhes, a Acadêmicos brilhou!

De acordo com Santos, uma das fórmulas para fazer dar certo está na dinâmica de trabalho da escola junto aos seus integrantes, como o reaproveitamento de seus materiais. “É um carnaval feito com responsabilidade. Quem trabalha neste meio sabe que, se não tiver comprometimento, não dá certo”, destacou o carnavalesco.

Outra sacada de mestre foi a mescla de reggae e samba, além das paradas e paradinhas. O que levou muita gente ao delírio. “Estou muito feliz e não consigo esconder a emoção. Foi um trabalho intenso, difícil, e todas as escolas estão de parabéns, destacou o presidente Eduardo dos Santos.

Com o enredo Maranhão – Os tambores vão tocar na terra da encantaria, a Acadêmicos do Tatuapé foi a quinta escola a desfilar na primeira noite, quando destacou em suas alas as belezas da fauna e da flora do Maranhão, assim como as suas tradições, a religiosidade e o seu folclore. Mais um trabalho que ficará marcado na história dos seus integrantes e admiradores.

Empatia que vem sendo construída desde 2016, com o vice-campeonato, e em 2017, com o enredo “África – Mãe África conta a sua história do berço sagrado da humanidade à terra abençoada do grande Zimbabwe, com o seu primeiro título.

E, mais uma vez, a rainha da bateria, Andrea Capitulino, foi pé quente. Em entrevista antes do carnaval, ela disse que a escola estava belíssima e que todos os integrantes muito confiantes de que o bicampeonato viria. E veio mesmo. Na avenida, ela brilhou em sua fantasia que foi avaliada em R$ 100 mil, ao representar o sol do Maranhão.

Também antes do desfile, a madrinha de honra da Acadêmicos, Leci Brandão, até que tentou não esboçar a sua aposta, mas no fundo, no fundo, ela sabia do potencial da sua Acadêmicos do Tatuapé.

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