Por um mundo sem cigarros

Por um mundo sem cigarros

O dia 31 de maio foi instituído, em 1987, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como o Dia Mundial Sem Tabaco, para alertar sobre as doenças e mortes causadas pelo tabagismo.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), órgão do Ministério da Saúde que coordena as ações de prevenção e controle do câncer e Centro Colaborador da OMS para controle do tabaco, é o responsável pela divulgação e comemoração da data de acordo com o tema estabelecido a cada ano pela Organização.

Segundo dados da OMS, todos os anos, cinco milhões de pessoas no mundo morrem por causa do tabagismo, sendo que, no Brasil, 500 pessoas morrem diariamente por doenças ligadas ao cigarro. De acordo com o psicólogo e master coach, João Alexandre Borba, é preciso lembrar que a fumaça do cigarro prejudica outras pessoas também, apesar do fumante em si ser o mais afetado.

“Sete não fumantes morrem por dia em consequência do fumo passivo, já que o tabagismo passivo aumenta em 30% o risco de câncer de pulmão e 24% o risco para infarto”, afirma. Ele ainda fala que o tabagismo em si está relacionado a mais de 50 doenças, sendo responsável por 25% das mortes por doença no coração.

O psicólogo explica que existem diversos motivos que levam a pessoa a fumar: para relaxar e aliviar as tensões, disfarçar o tédio, amenizar uma situação de estresse e combater a ansiedade, e por pura influência do grupo social, estão entre as causas mais comuns.

Borba ainda fala que, no caso dos adolescentes, a imitação dos adultos e a necessidade de aceitação pela turma de amigos são as justificativas mais usadas. “É um hábito que, por mais simples que pareça, pode afetar a vida inteira de um indivíduo, pois algumas atividades, como fazer esportes e levar uma vida saudável, por exemplo, se tornam dificultadas por causa do cigarro”, pontua.

Para o psicólogo, além desse vício diminuir a expectativa da vida de um indivíduo e causar problemas posteriores, ele ainda polui o meio ambiente e o cenário urbano, por causa da fumaça e bitucas, que são deixadas pela cidade.

“Apesar de parecer dificílimo parar de fumar, com força de vontade e apoio profissional tudo é possível. Recomendo que as pessoas que decidam parar de fumar realizem acompanhamento psicológico, pois, assim como uma droga, a falta do cigarro causará mudanças de humor temporárias, mas que são para o bem do indivíduo”, finaliza.

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