Plano de combate às enchentes está atrasado

Plano de combate às enchentes está atrasado

O Plano de Metas da Prefeitura prevê um total de 3,4 km² de áreas com a necessidade de redução de pontos de enchentes a partir de obras estruturantes de macrodrenagem. Segundo a Secretaria Municipal de Desestatização e Parcerias, com os reservatórios requalificados, será possível atingir aproximadamente 1,9 km², o equivalente a 56% da meta.

Para isso, a secretaria publicou no Diário Oficial do Município uma relação de empresas autorizadas a apresentarem, até o próximo dia 10, estudos de modelagem operacional, econômico-financeira, técnico-econômica e de engenharia e arquitetura. Elas também ficarão responsáveis pela construção, requalificação, operação, manutenção, conservação e exploração comercial dos reservatórios de águas pluviais (piscinões) e de possíveis empreendimentos associados. São elas: Consórcio SPRR, formado pelas empresas Carlos Nobre Arquitetura; e Casciones, Pulino, Boulos & Santos Advogados; Hidrostudio Engenharia Ltda.; e Benvenuto Engenharia S/S Ltda.

Com o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), a gestão poderá receber estudos para 22 piscinões existentes e mais 15 a serem criados. Com a ampliação da capacidade dos reservatórios e os investimentos que o setor privado poderá fazer, a estimativa é que as intervenções ajudem a reduzir a área de inundação da cidade.

Integração entre os reservatórios”

Entre as diretrizes e premissas que devem ser seguidas pelos habilitados estão: integração entre os reservatórios, seus empreendimentos associados e o tecido urbano; execução de todas as obras necessárias para minimizar a paralisação das atividades operacionais dos equipamentos durante as intervenções; apresentação de empreendimentos associados com diferentes usos, a depender da vocação do espaço; atendimento ao volume mínimo de cada reservatório, considerando as ampliações de volume necessárias; se responsabilizar pelo futuro parceiro privado das atividades de operação, manutenção e conservação; e também dos investimentos necessários para a construção e requalificação dos reservatórios.

As empresas ainda terão de propor modelagens que contemplem proposta de construção de empreendimentos associados com uso residencial, comercial ou outros usos não permitidos em áreas destinadas a praças ou equipamentos públicos para os reservatórios: Pacaembu, Jabaquara, Vila Formosa, Cordeiro 2, Cordeiro 3, Jaguaré 1, Verde, Rio dos Campos, Sumaré 3, Antonico 1, Moinho Velho, Praça Portugal, Praça São Crispim, Cassandoca e Tiquatira.

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