Pão e circo não são mais suficientes

A política de dar “pão e circo” para o povo esgotou-se e, aos poucos, o povo cai na realidade. A prova maior disso foi o que aconteceu na última quinta-feira, quando, em quase todo País, o povo movimentou-se e de forma violenta, com uma gama de protestos e pleitos, absolutamente justos.

Professores, polícia, motoristas, cobradores, sem-teto, todos, ávidos por respostas de um governo irresponsável que empenhou-se em uma empreitada  puramente eleitoreira, para satisfazer o ego do todo poderoso “Lula”, que quis deixar um legado de uma conquista que imaginava que seria o maior dos anseios de seu povo. Enganou-se totalmente.

Aquilo que poderia ser a grande glória do “circo”, o ponto mais alto de suas realizações como grande líder, acaba amargando como um grande ônus, pois, como não poderia deixar de ser, acabou onerando os cofres públicos em contas que nunca foram prioridades, deixando de lado o que realmente o grande povo queria, que era moradia, educação, saúde, obras viárias e sanitárias.

A grande obra social acabou sendo uma grande obra para “as elites”, como ele mesmo diz, porque a coisa tornou-se de tal forma cara, que o povo não vai ver a Copa, a não ser pela televisão, e isso era previsível. Só não sabia o “todo poderoso”.

Na verdade a questão dos gastos da Copa é só o estopim de manifestação de uma enorme insatisfação com essa política retrógrada do toma lá, dá cá, do produzir só o que dá votos e do apadrinhamento dos amigos. Nada que fala e  faz atualmente o governo é levado a sério; todos os pronunciamentos revelam-se como falsos e mentirosos. Ninguém mais acredita em nada.

Quanto à Copa, sem dúvida, como já comentamos, não é mais o momento de fazer movimentos. Isso deveria ter sido feito quando o senhor Lula e toda sua tropa, que de elite não tem nada, foram buscar a Copa para o Brasil. Como já dissemos, agora, de nada adianta; o fato já está consumado, mesmo que a custo de ouro havemos de desfrutar do momento e bem receber os que vêm aí e aproveitar ao máximo do momento que em verdade será o único, porque dificilmente viveremos para ver uma outra Copa no Brasil. Precisamos dar a boa imagem do País e de seu povo.

Mas, sem sombra de dúvidas, quanto aos demais pleitos, tudo que está acontecendo é a consequência da política desajustada de um partido que não quer ver a realidade, que quer esconder as verdades para não perder votos e bater sempre na mesma tecla, as conquistas sociais.

Quando se pergunta de tais conquistas, eles se vangloriam sempre da ascensão  da classe média, da saída do limite da miséria, quando, na verdade, ninguém mais se conforma só com isso, pois isso não basta; todos querem muito mais do que isso. Essa ascensão foi unicamente fisiológica e isso não é suficiente. Todos sentem que continuam excluídos da sociedade. A verdadeira inclusão na sociedade se faz pela cultura e pelo conhecimento.

Isso, infelizmente não é levado a sério e nunca será, porque para dominar o povo e carregá-lo para Cuba, não é interessante que esse povo tenha cultura. É preciso estar mesmo na escuridão para não ver para onde está sendo levado, por quem e para o quê.

A única coisa que desagrada é a forma como o povo faz suas manifestações: fecha estradas, avenidas, ruas, causando um tumulto que destrói a vida da sociedade. Na última quinta-feira foi o caos; muitas pessoas perderam a hora do trabalho e compromissos, o que não é justo. É preciso encontrar uma forma de não prejudicar, até para evitar que o movimento perca seus efeitos, destruídos pela violência.

Vamos ver o que eles dirão de tudo isso, vamos ver se eles passarão a pensar melhor e enfrentar a realidade. Deram o pão e o povo já quer mais; tentaram dar o circo, mas o povo não aceitou; custou muito caro e não é acessível a qualquer um, logo, os métodos devem ser outros. Neste diapasão não há como fugir; ou muda ou desaparece. Na verdade é hora de mudança. Quem sabe agora o povo opta pela mudança, já que o governo não a faz.

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