‘Onda Marina’ ou ‘Bolha Marina’

Dilma e Aécio ainda não conseguiram descobrir, em verdade, ambos estão atônitos, jamais esperavam uma situação como essa.

Nadavam de braçada, jogavam de mão e dando as cartas, de repente, não mais que de repente, uma “onda” ou uma “bolha” aparece e põe por terra todas as suas pretensões.

Ninguém sabe, no momento, para onde correr.

A Dilma ainda tem o Lula, e o Aécio, o “segundão”, virou “terceirão” e certamente não tem para onde caminhar.

Onde está seu carisma? Seu grande cacife seria Fernando Henrique, mas o estadista tomou o rumo do “repouso dos justos”, já cumpriu sua missão, e nada mais pode fazer, até mesmo seu prestígio já se desgastou, passaram-se 12 anos e boa parte dos eleitores já se esqueceu dele.

Sem dúvida, muito mais do que uma “onda”, ou uma “marolinha”, como gosta o Lula de falar, foi um Tsunami, foi como matar dois coelhos com uma só cajadada, ou com um só tiro.

Ela mirou na Dilma e derrubou o Aécio.

Tudo isso parece muito bom, é tudo que os mais ilustrados queriam, ou seja, uma pessoa diferente, para apresentar uma política nova e com ela fazer renascer as esperanças. É a realização do sonho da “mudança”.

Mas, infelizmente, não podemos esquecer da formação de Marina e de suas convicções. Ela tem origem no PT e, é bem verdade que da época do bom PT, que era só oposição, não deste PT corrupto, viciado e inoperante comandado pelo Lula.

Ela tem ideias esquerdistas, é centralizadora e não tem nenhum “jogo de cintura”, contudo sabe-se que governar é fazer acordos e ela não está bem para isso.

É dura em suas convicções e não tem mesmo a simpatia e a flexibilidade que se exige de um governante que quer conquistar as massas.

Na verdade, temos ainda muito tempo de campanha até as eleições e ela mesma pode queimar um pouco sua imagem, mas, ao que tudo indica, ela que era a “terceira via”, acabou sendo a “primeira”, passando a Dilma à “segunda” e o Aécio a “terceira”.

Mudar esse quadro, só se Lula entrar na parada, pois ele, dentro do quadro atual, não consegue mais transferir seus votos para a Dilma. Aliás, ela fez por isso, acabou ganhando a antipatia geral e a falta de credibilidade.

Tudo que vem de sua fala é falso, não dá para acreditar, é coisa ensaiada e sem nenhuma convicção, isso o povo já sentiu.

Quando pega uma criança no colo, demonstra toda sua falta de jeito e de familiaridade com a coisa, não agrada.

Venceu a primeira vez porque o povo não a conhecia e o “padrinho” vendeu sua imagem  no momento em que  a imagem dele era boa. Agora, nem ele tem força para impor seus candidatos, especialmente depois do fracasso do Haddad. Veja que ele, Haddad, nem aparece na campanha em apoio a Dilma e ao Padilha, só para não atrapalhar. Sem dúvida, o fracasso de seu governo acaba impondo ao PT uma dura lição e que respinga neste momento na campanha de seus candidatos.

O fato de Marina ser a atual “primeira” via, talvez não seja o melhor para o País, pois não tem um bom projeto, não é o que o povo imaginava, mas, como dizem, “na falta de tu, vai tu mesmo”, melhor ela do que Dilma.

Quanto a Aécio, poderia ser ele, mas com Marina na frente ele não terá eleitorado suficiente para suplantá-la. O cenário atual aponta para Dilma e Marina para um segundo turno e aí, Marina levará vantagem, já que os que forem de Aécio, não votarão em Dilma, especialmente por causa do PT.

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