Obra na praça Nicola Antonio Camardo é abandonada

Obra na praça Nicola Antonio Camardo é abandonada

Material foi deixado espalhado na área de lazer pela empresa Macor Engenharia

As obras de revitalização, urbanização e melhorias da Praça Nicola Antonio Camardo, no Tatuapé, foram abandonadas por funcionários da empresa Macor Engenharia, Construções e Comércio Ltda. Contratada para dar início ao projeto no dia 3 de dezembro de 2018, a partir de licitação da Secretaria Municipal de Serviços e Obras, a Macor tinha o prazo de 90 dias para a execução das obras, ou seja, até o dia 3 de março deste ano. Sob a supervisão da Subprefeitura Aricanduva/Formosa/Carrão, o plano de recuperação do local custou R$ 83.326,73 aos cofres públicos.

Agora, sem ter sido concluída, a área de lazer recebeu parte dos jardins e do gramado, aparelhos de ginástica para a terceira idade, bancos e mesas. Contudo, o local estava programado para receber um novo piso, com alamedas acessíveis para deficientes visuais, rebaixamento completo de guias para pessoas com cadeiras de rodas e canteiros. Além de não ter sido contemplado com todas as melhorias, o espaço foi transformado em depósito.

Material ficou desprotegido”

Isso porque os responsáveis pela construção deixaram os bloquetes de pedra sobre o gramado e também espalhados pelas alamedas. Os pisos amarelos, para ajudar no trajeto das pessoas com deficiência, também ficaram jogados pela praça em conjuntos amarrados de dez ou 20 peças. Se alguém quisesse levar, bastava colocar no porta malas do carros e ir embora.

A moradora Sueli Miranda estava revoltada com a situação, pois, ao fim do período estabelecido no contrato, a empresa simplesmente deixou tudo, como se o dinheiro empregado não fosse da população. Sequer os funcionários protegeram o material com algum tipo de cobertura ou aviso para evitar furtos. “É um absurdo que a Macor tenha cobrado mais de R$ 80 mil para fazer o serviço e tenha tratado os moradores com essa falta de respeito”, disse Sueli. Ela também indagou o fato da subprefeitura não ter fiscalizado.

Deixe um comentário

*