O que te faz feliz?

Sr. redator:
“Após muita batalha, dedicação e esforço, algumas pessoas chegam onde sempre sonharam profissionalmente. Porém, tudo tem seu preço e algumas vezes o sonho tão almejado não proporciona exatamente aquilo que idealizamos. Um dos fatores que podem destruir a fantasia das pessoas que se dedicam com intensidade a sua vida profissional é o estresse em excesso.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Talenses mostra que 39% de 115 diretores entrevistados estão assumidamente estressados. Alguns dos motivos que levam os profissionais a ficarem nesse estado são: deixar a família para resolver problemas do trabalho, realizar tarefas que não fazem parte das suas atribuições e cumprir horas extras no escritório.

Mas será que realmente esse é um problema para todas as pessoas? O que motiva alguém que já chegou ao topo, continuar com as mesmas atividades que lhe causam mal-estar?

A resposta é simples. Existem profissionais que sentem prazer no trabalho que exercem, mesmo com o estresse que pode causar. Essa é uma questão de afinidade. Para alguns, esse sintoma é um detalhe que pode ser contornado, em outros, é caso médico que deve ser investigado e tratado.

Saber o que você quer fazer e como você quer são questões diretamente relacionadas à descoberta do seu dom. Você até pode estar no caminho correto, mas precisa fazer alguns ‘ajustes’ antes de realmente chegar àquilo que te dará prazer todos os dias.

Proponho que alterar alguns detalhes na maneira como você exerce a sua profissão pode proporcionar a sensação de que o seu trabalho vale sim a pena. Porém, para ter esta percepção, é preciso fazer uma avaliação sobre suas preferências e afinidades.

Nesse processo, é importante que você observe a sua atitude em relação a alguns fatores da vida. Quais atividades lhe fornecem energia? O que lhe dá prazer? Quais práticas te fazem perder a noção do tempo? O que você faria sem nenhum custo?

A opinião de pais ou pessoas que participaram do seu desenvolvimento também é muito importante. Eles lhe fornecerão os instrumentos necessários para que você relembre aquilo que desperta os seus interesses desde a infância. Neste lugar, pode estar escondida a peça que faltava para completar o seu quebra-cabeça.

Tenho diversos amigos que decidiram mudar de vida ao encontrarem o caminho para o seu dom. Um diretor de publicidade bem sucedido, por exemplo, deixou a agência em que trabalhava para abrir com a esposa designer, que também atuava em uma grande empresa, uma loja de brownies e cookies. Após um ano do início da empreitada, eles já estão na terceira loja.

O casal é um dos casos de pessoas que chegaram ao ápice de suas profissões, mas perceberam lá de cima que ainda faltava um detalhe, ou seja, não tinham sanado a necessidade de satisfazer o dom e encontrar a felicidade.

Eles não abandonaram completamente suas respectivas profissões, apenas aplicaram as suas experiências em algo que poderia ser bem maior, não do ponto de vista financeiro, mas pessoal: doar o tempo com a sensação de que trabalhar com o que nos faz feliz vale muito a pena.”

Dominique Magalhães

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