METRÔ ANÁLIA FRANCO: Linha Verde da discórdia

METRÔ ANÁLIA FRANCO: Linha Verde da discórdia

Na segunda-feira, 12 de maio, uma audiência pública foi realizada no auditório da Subprefeitura Aricanduva/ Carrão/ Vila Formosa para que fossem esclarecidas algumas dúvidas com relação à extensão da Linha 2 – Verde, que fará a ligação da estação Vila Prudente até a futura estação Dutra, em Guarulhos. A linha passará por vários bairros da Zona Leste, e cinco estações estão na área da Sub Aricanduva: Anália Franco, Vila Formosa, Guilherme Giorgi, Nova Manchester e Aricanduva
Aproximadamente 150 pessoas compareceram ao encontro que durou cerca de duas horas. Estiveram compondo a mesa de trabalho: o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes; o presidente do Metrô, Luiz Antonio Pacheco; os deputados estaduais José Zico Prado (proponente da Audiência Pública) e João Caramez (presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa); o vereador Gilson Barreto; e a subprefeita Dilian Guimarães.

DÚVIDAS
Através de apresentações de slides no data-show, técnicos do Metrô expuseram o projeto de extensão da Linha 2-Verde, cujo edital da obra civil foi publicado no dia 10 de abril. Além do traçado do novo trecho da linha que contemplará ao todo 13 estações, foram detalhados alguns pontos do projeto, que prevê ainda a construção de um pátio de manutenção próximo à futura Estação Paulo Freire, na divisa dos municípios de São Paulo e Guarulhos, e um pátio de estacionamento, próximo ao córrego Rapadura, no Jardim Têxtil. Outro ponto importante esclarecido foi que dos 15,5 km da extensão, 13,6 km será linha subterrânea.

Após a apresentação do projeto, cujo custo estimado é de R$ 10,1 bilhões, o público pôde se manifestar fazendo perguntas. A data prevista para o início das obras, os endereços dos locais onde existirão desapropriações e o critério que será adotado para a definição dos valores das indenizações, foram os principais questionamentos.

DESAPROPRIAÇÕES
Os representantes do Metrô responderam que a previsão para o início das obras é no segundo semestre deste ano, sobre as desapropriações, disseram que o projeto levou em conta o menor impacto social possível; e que os valores das indenizações serão definidos por um perito, indicado por um juiz. Muitas pessoas da plateia interromperam a fala dos técnicos mostrando-se insatisfeitas com as explicações.

Um deles foi Fábio Galetti, proprietário de um petshop, que está em uma das áreas que será desapropriada. O local será utilizado para a construção da estação Guilherme Giorgi. Ele contesta, por exemplo, que o espaço que o Metrô vai utilizar possui muitos imóveis comerciais e residenciais, e a apenas uma rua abaixo, há uma área que não está sendo utilizada e é de uma construtora. Galetti levou uma planta e sugeriu a mudança de local. Diante desta proposta, os representantes do Metrô disseram que um estudo minucioso já foi realizado e que apesar de parecer simples trocar uma rua por outra, os projetos são bastante rígidos, o que permite poucas alterações.

SUGESTÃO
Como sugestão, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse para aqueles que se sentirem insatisfeitos, procurarem se basear em casos em que a população se mobilizou e conseguiu uma ação favorável. Jurandir citou o caso da estação Três Poderes – Linha 4 Amarela, que mesmo prevista no projeto há mais de 10 anos,  deixou de existir depois que moradores pressionaram a administração do Metrô e do Estado.

O secretário ressaltou ainda que o Metrô não está contra a população, e que quando é constatado um número expressivo de pessoas contrárias ao transporte coletivo na região, a decisão pode ser revista. Basta apenas que exista um consenso.

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