Mentes brilhantes

Sr. redator:
“Para Galileu Galilei, a matemática era o alfabeto com o qual Deus escreveu o universo. Já Pitágoras dizia que Deus não era matemático, mas a matemática era Deus. Disciplina que costuma causar arrepios em muitos estudantes do ensino fundamental e médio, a matemática ocupa um papel fundamental em nosso cotidiano, como já notavam esses e outros antigos sábios. Sem ela, como seriam construídos os edifícios, os automóveis e os computadores? De que forma se dariam as relações comerciais entre as pessoas? Até mesmo na música, a matemática tem grande influência.

Apesar de sua importância, o Brasil ainda ressente-se de um ensino mais adequado da matéria. Na maioria das pesquisas que apontam a matemática como a disciplina mais temida da escola, as causas estão ligadas às dificuldades didáticas do professor, que detém o conhecimento, mas que não sabe passá-lo de modo que cative os alunos. O resultado traz um impacto profundo, já que atualmente vivemos um apagão de engenheiros – carreira fundamental para o crescimento econômico e que tem a matemática como base. Enquanto a China forma 800 mil engenheiros por ano, o Brasil está na casa dos 40 mil. E muito disso deve-se a falta de interesse na carreira, pelos jovens ‘não gostarem’ de matemática.

No entanto, a láurea recebida recentemente pelo brasileiro Arthur Ávila, premiado com na Medalha Fields – prêmio considerado o Nobel da matemática – demonstra que temos condições de melhorar a formação dos nossos jovens, já que talentos existem de sobra, bastando apenas lapidá-los.”

Luiz Gonzaga Bertelli

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