Médica ‘some’ e não faz exame

Sr. redator:

“A médica Marina Goes de Moraes Gavioli (CRM 35451) deveria realizar um exame de ultrassonografia agendado para 05/11/14 às 17h40, sendo que na emissão de comprovante do SUS pedia-se para chegar ‘obrigatoriamente’ até às 17h10 (Rede Hora Certa – CRS Sudeste – STS Penha – Praça Nossa Sra. da Penha, 55).

Normalmente a unidade liga para o paciente em dois ou até três dias antes do agendamento para confirmar a presença. Porém, alguém ligou no dia agendado, às 15h27 (telefone 2613-4288), para confirmar minha presença e dizendo que eu deveria chegar até às 16h30, sem dar maiores detalhes.

Eu, que já aguardava a marcação do exame há alguns meses, e que fora reagendado por duas vezes, sendo uma em unidade no Ipiranga e outra em unidade do Hospital de Vila Nhocuné, cheguei no local às 16h40. Minha espera maior ocorreu porque dei preferência em aguardar a unidade mais próxima de minha residência e do meu trabalho (Penha/Tatuapé). 

Fui atendida na recepção às 16h55 e informada que a médica Marina Goes de Moraes Gavioli, que deveria fazer meu exame, havia ido embora antes de cumprir seu horário de expediente, que se encerra normalmente às 18h28, segundo informações obtidas junto às atendentes.

Ou seja, mesmo eu estando na recepção, aguardando atendimento, uma hora antes do agendamento do exame e 30 minutos antes do horário estipulado como obrigatoriedade, essa médica passou por mim para ir embora me deixando sem atendimento.

Sou funcionária CLT e dependo de solicitar licença para me ausentar mais cedo da empresa para cumprir horários ‘estipulados’ pelas unidades de atendimento da área de saúde da Prefeitura de São Paulo e sabemos que patrão nenhum aceita por completo que um funcionário tenha que ‘sair mais cedo’ para cuidar, ou pelo menos tentar cuidar de sua saúde!

Solicitei ‘declaração de horas’, constando minha presença para o exame e o motivo da não realização, informando a saída da médica às 16h45.

Essa médica agiu levianamente ‘na tentativa de antecipar o atendimento’ do, talvez, último paciente do dia, que era eu, e resolveu achar que tudo estava sob seu controle, simplesmente indo embora. Ela achou que, como havia dado seu prazo de atendimento, até às 16h30, mas que o ‘paciente não havia chegado’, ela poderia ir embora.

Como assim? Paciente trabalha (cumpre horários), paciente tem filho, tem marido, tem casa, tem compromissos. O paciente não está ‘disponível’ a qualquer horário que uma médica qualquer, resolve estipular.

Resolvi escrever na seção ‘O povo quer saber’, do jornal Gazeta do Tatuapé, porque neste mesmo ano, na mesma unidade, passei por algo parecido: agendamento de exame de mamografia (não realizado porque a máquina quebrou), reagendado e nenhum paciente foi comunicado antecipadamente. É lamentável! Para quem quiser conferir: na UBS Vila Esperança – Emílio Santiago de Oliveira – código do agendamento: 1313179402014 e protocolo da fila de espera: 88698777. Médica solicitante do exame: dra. Izabel Pire (CRM 23931). No Ambulatório de Especialidades Maurice Pate -agendamento: 05/11/2014 – 17h40 (comparecimento obrigatório até às 17h10).”

Marcia Maria

Brazolim Marchezini

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