Logradouros do Tatuapé – Letra ‘A’

PRAÇA AFONSO DE ALBUQUERQUE
Decreto Nº 2.631 / 8 de julho de 1954.
● Localização: fica entre as ruas Platina, Adamastor e Professora Sebas­tiana Silva Minhoto.
● Denominação antiga: Praça A.
● Histórico: guerreiro e navegante português, além de exercer a função de escrivão.

RUA ALONSO CALHAMARES
Decreto nº 2631 / 8 de julho de 1954.
● Localização: Jardim Anália Franco. Começa na Rua Maria Otília e termina na Praça Marechal Rodrigues Ribas Júnior.
● Histórico: bandeirante e sertanista. Fez parte da Bandeira de Lázaro da Costa. Faleceu em 1628.

RUA AGUAPEÍ
Criada por Ato nº 972 / 24 de agosto de 1916.
● Localização: Vila Gomes Cardim. Começa na Rua Apucarana e termina na Rua Antonio de Barros.
● Histórico: nome do rio que tem origem na face sudoeste da Serra dos Agudos, no Estado de São Paulo. A sua cabeceira principal é constituída pelo rio Freio. A expressão aguapeí significa “rio dos aguapés”.

RUA ARMINDO GUARANÁ
Decreto nº 2631 / 8 de julho de 1954.
● Localização: Jardim Anália Franco. Começa na Rua da Meação e termina na Rua Alonso Calhamares.
● Histórico: Manoel Armindo Cordeiro Guaraná foi escritor, historiador, jornalista e político brasileiro. Nasceu em 1848 na cidade de São Cristovão, Sergipe, e faleceu em 1924, em Ara­caju. Ocupou uma cadeira na Assembléia Provincial de Ser­gipe entre 1880 e 1881, representando o Partido Liberal. Colaborou em jornais e revistas do Rio de Janeiro, Ara­caju, Te­resina e Fortaleza. Foi um dos fundadores da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e colaborador na elaboração do Dicionário Bibliográfico Brasileiro de Sacramento Blake.

AVENIDA AÍRTON PRETINI
Decreto nº 29.316 / 14 de novembro de 1990.
● Localização: começa junto à  ponte Aricanduva, entre o acesso à Avenida Condessa Elizabeth de Robiano e a avenida auxiliar esquerda do Rio Tietê, e termina na Avenida Celso Garcia.
● Histórico: homem do esporte brasileiro, natural de São Paulo. Foi diretor do Ipesp, do interior, e diretor-presidente da Sociedade Amigos do Tatuapé. Ligado ao esporte da Região Leste da cidade, foi vice-presidente e presidente do Conselho Deliberativo do Clube União da Quinta Parada. Ajudou em campanhas para a construção das paróquias de Nossa Senhora do Bom Parto e  de São Carlos. Faleceu com 49 anos, em 4 de novembro de 1988.

RUA ALCÁCER KEHIR
Decreto nº 2.631 / 8 de julho de 1954.
● Localização: Vila Gomes Cardim. Começa na Rua Aguapeí e termina na Rua Afonso Henrique.
● Histórico: em 11 de junho de 1557, falecia Dom João III, rei de Portugal. Ascendia ao trono seu neto, o infante Dom Sebastião, com 3 anos e 5 meses. Até que atingisse a maioridade, a regência passou a ser exercida pela rainha-viúva, Catarina.
Mais tarde, com 14 anos de idade, Dom Sebastião exerceu efetivamente os poderes reais. Foi sob seu reinado que Mem de Sá, 3º governador geral, foi a suprema autoridade no Brasil.

Ainda jovem, com 24 anos, Dom Sebastião idealizou a aventura que lhe custaria a vida e deixaria Portugal sob a tutela da Espanha. Levou para Marrocos, no norte da África, um exército de 16 mil homens, que incluía praticamente os melhores membros da nobreza do país, para combater os muçulmanos. Da mesma forma que outros monarcas, pretendia dar sua contribuição às famosas Cruzadas. Entre seus comandados estavam Martim Afonso de Souza e Pero Lopes de Souza. Na batalha travada em “El-Ksar-el-Kebir” ou “Alcacer Kebir”, em 4 de agosto de 1578, esse exército foi amplamente derrotado pelos mouros. O rei e metade de seu exército morreram. Milhares de homens tornaram-se prisioneiros, centenas conseguiram escapar.

Por ser solteiro e não ter deixado herdeiro, o trono ficou para Felipe II, rei da Espanha, que era neto de Dom Manuel I e, portanto, um dos postulantes ao trono português. Até 1640, Portugal ficou sob domínio espanhol.

RUA ALMIRANTE CALHEIROS
Decreto nº 60 – 5 de novembro de 1940.
● Localização: começa na Avenida Celso Garcia e termina na Rua dos Cristais.
● Denominação antiga: Rua A.
● Histórico: Francisco Calheiros da Graça nasceu em Maceió, em 3 de julho de 1849. Em 1902, ingressou na carreira militar e alcançou o alto posto de almirante. Participou ativamente da campanha do Paraguai, distinguindo-se por atos de bravura nas passagens de Humaitá e Curupaiti.

Desempenhou importantes comissões de caráter técnico, levantando as plantas das barras de Santa Catarina, Itajaí e Iaguna. Contribuiu para a construção do Arsenal da Marinha. Foi membro do Bureau de Longitudes de França, vice-presidente do Congresso de Navegação Interna, reunido em Paris em 1892, e diretor da Carta Marítima. Publicou monografias e estudos hidrográficos, especialidade em que se notabilizou. A sua obra “Memória”, sobre a causa do aquecimento do Gulf Stream teve louvores do Instituto Histórico. Faleceu com 57 anos, em 1906, na explosão do couraçado Aquidaban.

RUA ANDRÉ VIDAL
Ato nº 942 – 3 de julho de 1916. Decreto nº 60 – 5 de novembro de 1940,
refere-se ao prolongamento da rua.
● Localização: começa na Rua Feli­pe Camarão e termina na Rua Almirante Calheiros.
● Denominação antiga: Rua Brasílio Henrique.
● Histórico: André Vidal de Negreiros nasceu em Paraíba, no início do século XVII. Descendente de pais nobres e abastados, seguiu a carreira militar. Sua nome surge em 1636 durante a invasão holandesa na parte norte do Brasil e logo distingue-se pelo valor e coragem como ajudante do capitão Sebastião do Souto. Até 1644, defende a cidade de Salvador contra as tropas de Maurício de Nassau. Liga-se depois a outro herói, João Fernandes Vieira, e assume o comando da insurreição pernambucana, ganhando o combate da Casa-Forte. De 1645 a 1647 é o general em chefe dos pernambucanos. Ele, Vieira, Felipe Camarão e Henrique Dias levam os holandeses à condição de apenas defenderem suas praças fortes. De 1648 a 1649, agora sob o comando do general Barreto de Menezes, André Vidal cobre-se de louros na batalha de Guararapes. Em 1645, Vidal que comanda o ataque a fortaleza de Cinco-Pontas, é encarregado de ajustar a capitulação dos holandeses. Coube-lhe a honra de levar ao rei Dom João IV a notícia referente a expulsão dos holandeses. Foi governador e capitão-general dos Estados do Maranhão e Pernambuco. Foi um dos grandes heróis das memoráveis batalhas para a manutenção do território brasileiro.

RUA ANTONIO CAMARDO
Lei nº 5.503 – 9 de maio de 1958.
● Localização: começa na Rua Serra do Japi e termina na Rua Francisco Marengo.
● Denominação antiga: Rua Juqueri.
● Histórico: imigrante italiano, Antonio Camardo chegou ao Brasil em 1896, acompanhado de sua esposa Vitória de Chiro Camardo. Após cumprir um ano de contrato na fazenda de Itatiba, transferiu-se para São Paulo, no bairro do Tatuapé. Percebendo a falta de cavalos, burros, gado leiteiro e suíno na região, logo começou a fazer intercâmbio entre fazendeiros de Minas Gerais e chacareiros locais. Construiu um dos mais belos palacetes do bairro, no Largo do Bom Parto, e nele recepcionava os negociantes de outras regiões em visita a São Paulo. Empregou suas economias em grandes glebas de terra, chegando a ser um dos  mais importantes proprietários do bairro. Antonio e Vitória tiveram numerosa prole: Ângelo, Antonio, Maria, Carmela, Cristina, João e Nicola. Exceto Nicola, Carmela e Cristina, todos os outros  já  falecidos.

RUA ANTONIO DE BARROS
Ato nº 397 – 9 de maio de 1911.
● Localização: começa no Largo São José do Maranhão e termina na Rua Emília Marengo.
● Histórico: Antonio de Barros foi um povoador setecentista, morador no termo desta cidade. Na vereança de 21 de novembro de 1737, designaram-no para servir como administrador do conserto de um trecho do Caminho do Mar e respectivas pontes e aterrados. Juntamente com ele, outros dois administradores:  José da Silva e José da Silva Gois, para cuidarem de outros trechos.
Cabe aqui uma explicação aos leitores: em séculos passados era costume das autoridades municipais designarem e responsabilizarem moradores das diversas regiões da Capital no sentido de zelarem pela conservação e conserto de ruas e estradas próximas às suas moradias.

RUA ANTONIO MACEDO
Decreto 15.208 – 11 de agosto de 1978.
● Localização: começa na Avenida Celso Garcia e termina na Avenida Condessa Elisabeth de Robiano.
● Histórico: Antonio Macedo foi povoador do século XVI. Era um dos muitos filhos de João Ramalho, lendário fundador e alcaide da Vila de Santo André da Borda do Campo. Essa Vila foi extinta por ordem de Mem de Sá, terceiro governador geral do Brasil.

RUA APUCARANA
Ato nº 972 – 1916.
● Localização: começa na Rua Me­lo Freire e termina na Rua Emília Marengo.
● Histórico: serra da antiga província de São Paulo, hoje pertencente ao Estado do Paraná. Nela, os antigos moradores de São Paulo exploravam o ouro, aliás, pouco abundante. Foi também da região do Apucaranã que Fernão Dias Pais Leme trouxe para São Paulo numerosos escravos ameríndios, situando-os nas terras do Capão, região de Pinheiros.

AVENIDA ARICANDUVA
Decreto nº  24.762 – 14 de outubro de 1987 (Este decreto dispõe
sobre a denominação).
● Localização: começa na Rua Me­lo Freire e termina na Av. Rio das Pedras.
Decreto 36.307 – 19 de agosto de 1996
(dispõe sobre seu prolongamento).
● Localização: começa na Rua Me­lo Freire e termina na Av. Ragueb Chohfi.
● Histórico: o nome da avenida re­fere-se à denominação do córrego Aricanduva. Foi entregue ao público na administração do governador Paulo Egydio Martins e o prefeito Olavo Setubal em 11 de março de 1979.

RUA ARNALDO CINTRA
Ato nº 1.731 – 2 de maio de 1922.
● Localização: começa na Rua do Tatuapé e termina na Avenida Condessa Elisabeth de Robiano.
● Histórico: o Dr. Arnaldo Cintra  foi durante muitos anos secretário da Prefeitura de São Paulo.

RUA ARTUR MENDONÇA
Decreto  nº 200 – 20 de março de 1943.
● Localização: começa na Rua Coronel Carlos Oliva e termina na Rua Bernardo de Magalhães.
● Denominação antiga: Rua Três.
● Histórico: professor Catedrático de Higiene e de Bacteriologia da antiga Escola de Pharmácia e Odontologia.

AVENIDA AZEVEDO
Ato nº 2.882 / 31 de janeiro de 1928.
● Localização: Vila Azevedo – Tatuapé. Começa na Rua Melo Freire e termina na Rua Tijuco Preto.
● Denominação antiga – Rua V.
● Histórico: O Conde Dr. José Vicente de Azevedo nasceu em 7 de julho de 1859 e faleceu em 3 de março de 1944. Era o mais antigo jornalista do Brasil, sendo em 1874 redator do “Echo Juvenil”. Formou-se pela Faculdade de Direito em 1882. Foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1883, após o que , afastou-se da política até 1899. A partir de então, até 1930, manteve-se no cargo de deputado estadual. Foi sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

RUA AZEVEDO SOARES
Ato nº 972 – 1916.
● Localização: Vila Gomes Cardim. Começa na Rua São Bernardo e termina na Rua Nova Jerusalém.
● Histórico: o Dr. Joaquim José de Azevedo Soares, velho educador pau­lista, exerceu sua atividade como professor da Escola Normal entre os anos de 1887 a 1895. Dirigiu o Colégio Aze­vedo Soares, de sua propriedade,  des­tinado ao curso secundário.

Azevedo Soares teve sua vida ligada ao bairro do Tatuapé, tendo no local diversas glebas de terra. Em uma delas seus dois filhos, Edgar e Lourival, instalaram uma fábrica de tapetes e passadeiras de oleado: conhecida de todos por Duperial. Ele e sua esposa, Candida Borba de Azevedo Soares, católicos praticantes, compraram, em 1908, o lote de terreno pertencente a Francisco José de Souza Vila Nova, onde havia uma modesta capela. A seguir o doaram a Irmandade do Divino Espírito Santo da Quinta Parada, para que essa entidade construísse uma nova capela devotada à  Nossa Senhora do Bom Parto.

Mais tarde, em 1955, quando os padres da Igreja de Nossa Senhora do Bom Parto pretendiam construir a nova matriz, tiveram seu intento obstruído, pois a documentação do terreno, no centro do largo, era irregular. Mais uma vez os Azevedo marcariam  presença no episódio. A doação de parte do terreno, que no centro ainda se localizava o palacete da família, feita por  Edgar e os seus à Paróquia, viabilizaram o projeto.

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