Lodradouros do Tatuapé – Letra ‘S’

RUA SABATINO NASTARI
Decreto nº 2.570 / 28 de maio de 1954.
Decreto nº 12.694 – 27 de fevereiro de 1976 (correspondente a retificação de via pública).
● Denominação antiga: Rua Carlos Adolfo.
● Localização: começa na Rua Maria Eugênia e termina na Rua Tuiuti.
● Histórico: Antigo proprietário de terras da região.

AVENIDA SALIM FARAH MALUF (Conhecida também por Avenida Tatuapé)
Decreto nº 17.794 / 22 de janeiro de 1982.
Decreto nº 25.727 – 11 de abril de 1988 (correspondente a prolongamento de via pública).
● Localização: no trecho correspondente ao Tatuapé, começa na Avenida Condessa Elisabeth de Robiano e termina próximo à Rua Marechal Barbacena.
● Histórico: Histórico: Salim Farah Maluf nasceu em Hadad Baalbeck, Líbano, em primeiro de julho de 1894. No Brasil, iniciou seus negócios comercializando material de construção em bairros centrais e periféricos. Alguns anos depois, passou a negociar com madeira, para isso estabelecendo uma pequena serraria nas imediações do bairro da Luz. Era o início daquela que viria a ser a Serraria Americana, a maior de São Paulo. Em 1937 naturalizou-se brasileiro. Pertenceu a associações civis e religiosas de nossa sociedade e também dos seus compatriotas, sempre contribuindo moral e materialmente. Faleceu em 25 de dezembro de 1943.

RUA SÃO FELIPE
Ato nº 1.191 – 31 de dezembro de 1917. / Ato nº 614 – 17 de maio de 1934
● Localização: começa na Avenida Celso Garcia e termina na Avenida Condessa Elisabeth de Robiano.
● Histórico: nome do hagiológio católico. É comemorado no dia 11 de maio.

RUA SÃO JORGE
Ato nº 1.191 – 31 de dezembro de 1917.
● Localização: começa na Avenida Celso Garcia e termina na Avenida Condessa Elisabeth de Robiano.
● Histórico: era costume, diz um cronista da época, todos os anos sair uma procissão de São Jorge do Quartel do Corpo de Bombeiros, situado no local onde se acha atualmente o Palácio da Justiça. Promovida pela Irmandade de São Jorge,  realizava-se no mesmo dia em que tinha lugar a procissão do Corpo de Deus. A marcha era puxada por cavaleiros trajados a caráter. Ladeado por dois soldados que o mantinham sobre a sela de um cavalo branco, o santo fazia o percurso vestido com sua tradicional armadura. Após um grave acidente ocorrido em 1872, não foram realizadas suas tradicionais procissões. Sua data de comemoração é 23 de abril.

LARGO SÃO JOSÉ DO MARANHÃO
Ato nº 1.856 / ano de 1922.
● Localização: fica entre a Rua Antonio de Barros, Travessa Olhos de Sonho e Estrada Velha da Penha.
● Histórico: a partir do ano de 1897, a Capela Santa Cruz do Desterro passa a ser denominada São José do Ma­ranhão. Desconhece-se o motivo que originou a alteração. Talvez tenha sido pelo fato de as crianças que aprendiam catecismo com dona Tereza, filha de Benedito Maciel, um dos primeiros moradores daquela região, terem de fazer a primeira comunhão na Igreja São José do Belém. Como o nome do Largo no qual está edificada a Igreja foi dado em 1922, é justo admitir-se que tenha sido dado em função do nome da Paróquia e não o contrário.

RUA SERRA DE BOTUCATU
Ato nº 972 – 1916.
● Localização: começa na Rua Serra de Juréa e termina Avenida Arican­duva.
● Histórico: refere-se a serra do Estado de São Paulo. Corre do sudeste para noroeste e entre outros municípios destaca-se entre Guarei, Tatui e Rio Bonito.

RUA SERRA DE BRAGANÇA
Ato nº 972 – 1916. / Decreto nº 85
10 de março de 1941 (prolongamento da rua oficial, mantendo a mesma denominação).
● Localização: Ta­tuapé – começa na Rua Jarinu e termina na Rua Antonio de Barros.
● Histórico: referência à serra que se inicia além de Atibaia e alcança sua maior altitude junto à cidade de Bragança, quase encostando na Serra da Mantiqueira.

RUA SERRA DE JAPI
Ato nº 972 / 24 de agosto de 1916. Ato nº 2.882 / 31 de janeiro de 1928
(relativo ao prolongamento da rua).
● Localização: começa na Rua Melo Freire e termina na Rua Emília Marengo.
● Histórico: a denominação é ori­unda da serra do Estado de São Paulo que passa pelos municípios de Jun­diai, Itu, Parnaiba, Araçariguma e Ca­breúva.

RUA SERRA DE JURÉA
Ato nº 972 / 24 de agosto de 1916.
● Localização: começa na Rua Tijuco Preto e termina na Rua Itapeti.
● Histórico: refere-se ao morro do Estado de São Paulo, entre as barras do rio Una e do Ribeira de Iguape.

RUA SETE DE OUTUBRO
Decreto nº 15.211 / 11 de agosto de 1978.
● Localização: começa na Rua Serra de Botucatu.
● Histórico: nenhum.

RUA SOLANGE BIBAS
Decreto nº 18.373 / 9 de novembro de 1982.
● Localização: rua sem saída, começa na Rua Tatuapé.
● Histórico: Solange Nunes Bibas foi um dos mais famosos jornalistas brasileiros. Natural de Belém, Pará, chegou muito cedo em São Paulo. Após passar por diversas redações fixou-se na Gazeta Esportiva, na qual alçou todos os degraus, chegando finalmente a ser seu redator oficial. Fez a cobertura do Campeonato Mundial de Futebol da Suécia, além de muitos eventos em vários lugares do mundo.

Para o Campeonato Mundial da Es­panha, em 1982, a própria CBF (Confederação Brasileira de Futebol) o designou redator oficial. Poucos meses depois, Bibas viria a falecer em São Paulo,  com 64 anos, em 29 de agosto de 1982.

PRAÇA SILVIO ROMERO
Ato nº 139 / 11 de abril de 1931.
● Localização: limita as ruas Tuiuti, Serra de Bragança e Coelho Lisboa.
● Denominação antiga: Largo da Conceição.
● Histórico: Silvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero, nasceu na Vila do Lagarto, Sergipe, em 21 de abril de 1851. Eram seus pais o negociante português André Ramos Romera e Maria de Vasconcelos Silveira Ramos Romera. Na sua primeira infância, uma epidemia de febre amarela invadiu Lagarto, fazendo com que seus pais o enviassem a um engenho de propriedade dos seus avós maternos. Tinha cinco anos quando nova epidemia, desta vez de cólera, o devolveu a Largato, onde ficou até 1863, ali fazendo seus primeiros estudos. Aos 12 anos foi para a Corte fazer um curso secundário no Ateneu Fluminense, nele ficando até 1867. Em 1868 voltou para o Nordeste, bacharelando-se em Direito pela Faculdade de Recife  em 1873. Nesse estabelecimento acabou tornando-se grande amigo de Tobias Barreto, que já se impunha no conceito da juventude acadêmica. Durante o período em que estudava já colaborava com diversos jornais de Recife: Correio Pernambucano, Diário de Pernam­buco, Jornal de Recife e A República. Após graduar-se foi promotor na localidade de Estância, interior sergipano.

A seguir, ingressou na política tendo sido eleito deputado provincial. A partir de 1879, fixa-se no Rio de Janeiro, passando a colaborar no jornal “O Repórter”, dirigido por seu condiscípulo do Ateneu Fluminense, Lopes Trovão. Defensor das idéias de Tobias Barreto e da Escola de Recife, é atacado por A.H. de Souza Bandeira, Carlos de Laet e Machado de Assis. Em 1880, a Revista Brasileira começa a publicar seus trabalhos. Nesse mesmo ano concorre a dois concursos para a cadeira de Filosofia do Colégio Pedro II. É aprovado no segundo por decreto imperial de 13 de maio, o primeiro havia sido anulado. Em 1893 começa a publicar as obras de Tobias Barreto, isso após já ter vários trabalhos publicados.
Em 1896 aceita sua inclusão como membro fundador da Academia Brasileira de Letras, escolhendo Hipólito da Costa como patrono da sua cadeira.

Nova incursão na política em 1900. Desta vez, já em pleno regime republicano, é eleito deputado federal pelo Estado de Sergipe. No exercício dessa gestão foi nomeado relator da Comissão dos 21, encarregada da elaboração do Código Civil. Nessa época, adoece gravemente, afasta-se de suas funções e vai para a Europa  cuidar de sua saúde. Seus detratores aproveitam a ocasião para publicar diversos livros atacando-o.
Em 1902, terminado seu mandato legislativo, pronuncia a conferência “O elemento português no Brasil”, tendo sido em função dela agraciado com o título de Comendador da Ordem de São Tiago, conferido pelo rei de Portugal, Dom Carlos. Recebe, ao mesmo tempo, a visita de uma delegação de acadêmicos da Universidade de Coimbra, portadora de uma saudação de agradecimento pela mesma conferência.

Silvio Romero casou-se três vezes. Sua primeira esposa, Clarinda Diamantina de Araújo, tinha 15 anos. Faleceu dez anos depois deixando-lhe os filhos: André, João, Edgar e Clarinda. Em 1887, Romero casou-se novamente, desta vez com Maria Liberata Romero. Outros três filhos coroavam essa nova união: Sílvio, Nelson e Sílvia. Sílvio Romero Filho foi cônsul diplomático em Berlim e Nelson, professor de filosofia do Colégio Dom Pedro II, além de diretor do Departamento Nacional de Educação. Casando-se pela terceira vez com Maria Barreto, teve mais sete filhos: Rute, Osvaldo, Odorico, Arnoldo, Maria, Alice e Mauro. Advogado, político, filósofo, crítico literário e escritor, Silvio Romero deixou cerca de 50 de obras, que enriqueceram a literatura brasileira. Em 18 de julho de 1914, falecia, na cidade do Rio de Janeiro, esse grande vulto das letras e da cultura brasileira.

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