‘Lei do silêncio’ é violada

Sr. redator:

“Para a maioria das pessoas que trabalha, de segunda a sexta-feira, o fim de semana é sinônimo de descanso. Menos para os moradores da Rua Taubaté, no Carrão, entre as casas de número 778 e 766, onde existe um estabelecimento que não respeita a ‘lei do silêncio’.

Este comércio abre, na maioria das vezes, todos os dias, mas, nos fins de semana, há show ao vivo, com músicas variadas, ou com DJ e batida eletrônica. Mesas e cadeiras são distribuídas nas calçadas e uma churrasqueira caseira faz carnes variadas para os clientes. A passagem nesse ponto fica interrompida e os pedestres utilizam a avenida para transitar.

A grande parte dos moradores desta quadra é antiga, com idades que variam entre 50 e 80 anos ou mais. Além de alguns idosos doentes, o local também abriga profissionais de diversas áreas e que precisam acordar muito cedo para trabalhar.

Todos são incomodados com o som que se inicia às 20 horas e estende-se até às 3 horas. Após a meia-noite, com o silêncio da madrugada, alguns clientes mais animados acompanham o musical com cantos e palmas, tornando o barulho ainda maior. Já assistimos a brigas e nestes momentos os gritos são muitos.

Não adianta chamar a PM, pois os donos do estabelecimento abaixam o som quando os policiais chegam, mas assim que eles saem, até como forma de protesto, ao serem advertidos, os proprietários permitem que os murmúrios e risadas altas continuem apesar da música ter sido contida.

Fomos à Subprefeitura Aricanduva/Formosa/Carrão e nos informaram que a referida denúncia deveria ser feita por meio da Internet ou telefone para o órgão Psiu (Programa de Silêncio Urbano). Todos esses veículos já foram utilizados e foram registrados os seguintes protocolos: 12817702, 2015026459632 e 13000750. Porém, após os pedidos, não obtivemos retorno.

Nós, moradores, não sabemos o que fazer. Compreendemos que todos podem ter o seu ganha pão com os meios que lhes são favoráveis. No entanto, ninguém tem o direito de tirar o sossego das pessoas. O horário limite seria até a meia-noite, sendo muito tolerável.”

Ana Maria da Silva Hora

Subprefeitura responde

“Segundo nossa Supervisão de Fiscalização, os protocolos que foram mencionados pela leitora não chegaram até a Sub Aricanduva. Muito provavelmente foram encaminhados diretamente ao Psiu, que fica na Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Sobre a licença de funcionamento, ainda de acordo com nossa Supervisão de Fiscalização, não existe para o número mencionado na reclamação da leitora (Rua Taubaté, encostado ao 778), nenhuma licença nos nossos arquivos, razão pela qual, o mesmo será alvo de uma ação fiscal, onde será lavrado auto de multa.”

Assessoria de imprensa

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