Lacunas serão equacionadas?

Lacunas serão equacionadas?

Em setembro de 2014, a reportagem desta Gazeta chamou a atenção da SPTrans para a necessidade do retorno das chamadas  “linhas circulares”, devido a inexistência de itinerários que atendam as chamadas áreas centrais dos bairros.

Assim como acontece em várias outras regiões da cidade, distritos como Tatuapé e Vila Carrão são atendidos na sua grande maioria por ônibus ou vans apenas em vias ou eixos considerados de grande circulação.

Exemplos não faltam. Quem está na Avenida Conselheiro Carrão e pretende chegar até a Rua Atucuri, 699, na Subprefeitura Aricanduva/Formosa/Carrão, continua sem alternativas.  A única linha que serve o endereço é a 3762 – Jardim Iva, que sai do terminal de ônibus do Metrô Tatuapé.

Outra linha que sofreu pelo menos três alterações até que fosse extinta de vez, em novembro de 2014, foi a 473T/10 – Cambuci/Parque São Jorge, antes 473T/10 Parque São Jorge/Vila Mariana. Muitos moradores ficaram “literalmente na mão” sem este itinerário.

Já quem espera o ônibus na Avenida Regente Feijó, no Jardim Anália Franco, ou na Avenida Sapopemba, sente a falta de ônibus que façam a ligação com a linha 2-Verde do Metrô, às estações Vila Prudente e Oratório, da Linha 15-Prata, pelo sistema monotrilho.

Por conta disso, nestes endereços, as pessoas só têm como opções as linhas que seguem até as estações Tatuapé e Belém, pertencentes à Linha 3-Vermelha do Metrô.

AUDIÊNCIAS
Neste mês de março, a Secretaria Municipal de Transportes irá realizar audiências públicas nas subprefeituras para tratar sobre o “Plano de Mobilidade de São Paulo”.

Amanhã, segunda-feira, dia 2, o encontro acontece na Subprefeitura Aricanduva/Formosa/Carrão, às 19 horas, na Rua Atucuri, 699, na Vila Carrão.

No dia 3, terça-feira, no mesmo horário, será a vez da Subprefeitura Penha, na Rua Candapuí, 492, Vila Marieta, e da Subprefeitura Mooca, na Rua Taquari, 549, realizarem os seus encontros.

A agenda completa pode ser acessada no link.

O Plano de Mobilidade de São Paulo constitui um instrumento de gestão pública que visa orientar as ações, projetos e investimentos em mobilidade urbana já em curso e para os próximos anos, a partir das diretrizes do Plano Diretor Estratégico. Tem como um dos princípios fundamentais a integração sistêmica de todos os modais de deslocamentos, mas com clara prioridade pelo transporte coletivo e incentivo a opções não motorizadas.

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