Governo quebra o País e nós pagamos

Ainda na semana passada havíamos comentado o tema: a incompetência do governo só poderia dar nisso mesmo. Como não conhecem outra solução, então o jeito é lançar sobre o povo a conta de sua inoperância e de sua corrupção.

No início do ano, a proposta da volta da famigerada CPMF foi descartada, no entanto, na medida em que a crise se agrava, os luminares do governo parecem que não veem outra solução. E como seria muito difícil fazer passar a medida no Congresso, desta feita o governo federal dividiria com os Estados.

Seria a Contribuição Interfederativa da Saúde, de 0,38%, sobre todas as movimentações financeiras, o famoso “imposto sobre o cheque”. A contribuição, que aumenta custos e que é cobrada sob a rubrica de imposto para a saúde, é a mesma da época do Jatene e acaba servindo para tudo, menos para o que deveria como aconteceu.

Ninguém mais acredita na seriedade de propósito dessa gente.

Na verdade é uma medida “burra” e imprópria. Se já estamos em momento de forte aumento de inflação, em verdadeira estagnação da economia, com alto índice de desemprego, com empresas fechando as portas, imaginaram como ficará a situação com a criação de mais um imposto? E logo este da extinta CPMF, que é perverso e implacável, pois incide diretamente sobre todas as operações financeiras!

Basta o dinheiro cair no banco que sobre ele já incide a alíquota de 0,38%. Não tem compensações, é um imposto em cascata e que todos pagam.

E não ficará só nisso, já que o PIS e a Cofins também estão em vias de sofrer aumento em suas alíquotas, acabando com o regime cumulativo. Isso vai obrigar 1,5 milhão de empresas a apurar as contribuições pelo regime não cumulativo.

Isso acarretará acréscimos tributários e as empresas não têm créditos em volume que possam ser abatidos. Os profissionais liberais pagarão sem deduções sobre todo seu faturamento. Será um aumento enorme em momento de recessão.

É uma insensibilidade total. Quando a economia para, ninguém movimenta nem cria novos negócios. Mesmo assim, o governo aumenta impostos e, com isso, mata o pouco que ainda existe em funcionamento e desestimula as empresas a investirem e melhorar seus negócios. Muito pelo contrario, muitos com certeza caminharão para o mercado financeiro e abandonarão o setor produtivo, aumentando ainda mais o sofrimento dos desempregados, oferecendo cada vez menos vagas.

Em verdade nada disso é surpresa. Como esperar outra atitude de quem só olha para o próprio umbigo? E ainda tem a “cara de pau” de vir à televisão e em propaganda paga com o nosso dinheiro, que foi roubado na Petrobras, e dizer: “A crise vai passar, já vencemos momentos piores. Logo o Brasil voltará a crescer”.

O governo afirma isto, mas não se arrisca a anunciar quando, em quanto tempo e o que está sendo feito para que isso ocorra. Claro, está aumentando impostos para sobrar mais dinheiro para ele e sua corja de companheiros continuarem a roubar.

Uma pena que a coisa já começa a afrouxar: conseguiram reconduzir o Janot, ganharam mais 15 dias para justificar as pedaladas, afastaram o Temer e estão fazendo desacreditar o Youssef, desclassificando seus depoimentos.

Janot denunciou Cunha, mas não denuncia a Dilma, o Lula, o Aloizio Mercadante e o Renan, um dos maiores envolvidos e que já está se livrando. O Janot nem fala dele e a Dilma está ancorada no Renan.

Pelo jeito, tudo caminha mesmo para uma grande “pizza”. O governo já começa a preparar a massa e o recheio vai chegar e todos. Ainda teremos o Lula em campanha para 2018, com o seu “Lula lá”, e não será na cadeia, porque temos uma oposição de frouxos, incompetentes e inconsequentes.

O povo logo se esquece e bastará a criação de mais um plano social para agradá-lo que tudo voltará ao normal. Basta a economia esboçar uma reação e dirão que eles recuperaram o País.

Guardem esta.

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