Falta de água no Tatuapé

Sr. redator:
“O governador Geraldo Alckmin diz que não há racionamento de água, no entanto, nós que moramos no alto do Tatuapé, próximo ao antigo Ceret e do Shopping Jardim Anália Franco, estamos sofrendo, diariamente, desde o dia 18 de agosto, com a falta de água na maior parte do dia, tanto que noutro dia, para trabalhar,  tive de tomar banho num hotel próximo da estação Tatuapé do Metrô, e paguei pelo banho o mesmo valor que pago na minha conta mensal da Sabesp.

Agora pergunto: até quando a Sabesp vai continuar com esta palhaçada? Há muito venho alertando, até por meio deste jornal, de que a rede de águas e esgotos do Tatuapé necessita ser redimensionada, pois o bairro que outrora tinha indústrias e residências, por conta da especulação imobiliária, iniciou uma desbragada febre de construção de prédios de apartamentos e de conjuntos comerciais, mas a rede não foi preparada para acolher a esta demanda.

Pago meus impostos e contas de consumo regiamente em dia. Por isso, exijo que esta situação seja resolvida imediatamente, pois compreendo que estamos numa situação de seca e precisamos economizar no consumo, mas não posso admitir que eu fique sem água para tomar banho, quando muitos dos moradores destes prédios não estão nem aí para o desperdício de água, chegando a utilizar mais de 1.200 litros para encher a sua banheira, para um único banho.

Não está chovendo, nossas represas estão secando e devemos economizar. Mas e o tal do Aquífero Guarani, que está no subsolo do Brasil, do Rio Grande do Sul até o meio do Mato Grosso e tem água mineral para atender às necessidades do povo brasileiro, pelos próximos 3 mil anos, quase como uma fonte inesgotável?

Além disso, pelo que sei, o agronegócio consome 80% da água potável produzida no Brasil e nós, seres humanos, consumimos apenas 8% da mesma água. Portanto, se eles economizarem 10% do seu consumo, já teremos o nosso abastecimento garantido.

Só para ilustrar e dar um exemplo: para se produzir um quilo de queijo são necessários 10 litros de leite e 5.500 litros de água. É isso!”

Miguel Lopes Ramos

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