Enchente no Tatuapé – Sofrimento na Arnaldo Cintra

Enchente no Tatuapé – Sofrimento na Arnaldo Cintra

A Rua Arnaldo Cintra, na altura dos números 416 e 454, onde ficam os condomínios residenciais Vivace Club e Vivace Park, no Tatuapé, voltou a alagar na última quarta-feira, dia 20. Após uma chuva rápida, a água atingiu praticamente todos os veículos que estavam estacionados próximos aos prédios. Isolados, os moradores não conseguiam acessar e nem sair das garagens. Quem saía, preferia não se arriscar, pois o volume da cheia alcançava a altura da cintura das pessoas.

Há aproximadamente cinco anos, os condôminos vêm reivindicando, junto à Prefeitura, obras de drenagem com o aumento da vazão das galerias de águas pluviais, além da implantação de mais bocas de lobo. Alguns moradores lembraram do fato de pagarem um dos IPTUs mais caros da cidade e que parte do dinheiro poderia ser revertido em benefício do Tatuapé. Ao mesmo tempo, eles sugeriram um estudo de engenharia para que o problema não se torne ainda mais grave.

Não dá para se conformar”

A Rua Arnaldo Cintra está paralela ao Córrego do Tatuapé. Com isso, segundo moradores, a água desce até desembocar no Rio Aricanduva, que deságua no Tietê. No entanto, em dias de chuva forte, acontece uma reação em cadeia no sistema de captação de águas. O Tietê enche e, consequentemente, não consegue absorver o volume do Aricanduva.

Cristiane Casseb, do Conseg Parque São Jorge, declarou que seu pai comentava das enchentes junto à marginal e, segundo ele, nada poderia ser construído naquele local. Cristiane se disse indignada com o fato de terem autorizado tais obras. “Infelizmente, muitas pessoas se prejudicam pela ganância de poucas”, desabafou.

Sara Ramos, síndica do Vivace Park, afirmou não se conformar com a situação por se tratar de um absurdo. Além dos carros ficarem dentro da água, os moradores que não conseguiram entrar no prédio sofreram o risco de serem assaltados. “O nosso condomínio fica na esquina e a gente sempre conseguiu entrar, mesmo sem o carro. Desta vez, nem a pé nós tivemos condições porque a água acumulou até na marginal, o que nunca aconteceu. Ficamos impedidos de entrar até na portaria”, denunciou.

Nos dois condomínios residem aproximadamente 800 famílias, somando cerca de 3 mil pessoas. Diante disso, os moradores pretendem procurar vereadores, Ministério Público, imprensa e todos os órgãos que possam auxiliar no sentido de se providenciar a limpeza ou a revitalização do córrego responsável pelos alagamentos.

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