Em defesa da Silvio Romero

Em defesa da Silvio Romero

Sr. redator:
“Leitor habitual deste precioso jornal, quero discordar da opinião do prezado vereador e amigo Toninho Paiva. Pelo amor de Deus, chamar o que foi feito na Praça Silvio Romero de ‘paisagismo’ é, no mínimo, uma afronta à inteligência dos frequentadores do local. Dois ou três mirradíssimos canteiros não significam paisagismo.

Além do piso, aparentemente muito bom, e algumas muretas reformadas, o restante continua o mesmo lixo de antes. Gramados completamente carecas, árvores sem qualquer cuidado, ausência de mais lixeiras e o mesmo ar de abandono de sempre. Ressalto o horrendo aspecto da parte de trás da igreja e o ar de abandono que se verifica naquele lado. Aparentemente só o espaço em frente à igreja tem uma aparência melhor.

Não tenho elementos para saber se a verba alocada para a reforma foi suficiente para o fim a que foi destinada, mas faltam muitas coisas para tornar a Sílvio Romero uma praça agradável, principalmente a manutenção, que deixa muito a desejar. Aos domingos, pela manhã, o aspecto da praça é de um depósito de lixo. Garrafas de bebidas, restos de lixo das famigeradas barracas de cachorro quente e sujeiras de toda a ordem ficam espalhados por toda a praça. Sei que isto não tem nada a ver com a reforma, mas poderiam ter no mínimo colocado muito mais lixeiras que as existentes e placas educativas em todos os canteiros para, talvez, conscientizar os porcalhões. Isso pode contribuir para que o local, uma das mais famosas praças do Tatuapé, continue sendo um lugar decente para se frequentar.”

Raul Ferreira Gomes

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