Entenda a Síndrome do Pânico

Entenda a Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico, hoje foi reclassificada como transtorno do pânico, e é um distúrbio que ocorre caracterizado por crises súbitas, sem que haja nenhum fator desencadeante aparente.

Por exemplo: Pessoas dirigindo, fazendo compras, dentro de um elevador, ou seja, pessoas em situações comuns e de repente desenvolvem medos irracionais (que são as fobias) e a partir daí começam a evitá-las. Se não forem diagnosticadas e tratadas podem ir se agravando gradativamente e o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise, podem tornar o indivíduo incapaz de dirigir, fazer compras e até mesmo não conseguir mais sair de casa.

CAUSAS
Suponha que estamos aqui conversando, e de repente entra um ladrão. Qual é a reação do nosso corpo? Há um alerta de que estamos correndo perigo, então nosso organismo libera algumas substâncias que são os neurotransmissores: a serotonina e a noradrenalina. E o que acontece? Nossa pupila se dilata, o coração dispara para oxigenar os nossos músculos, nossa respiração fica ofegante, há sudorese sensação de terror, de que algo muito ruim pode vir a acontecer. O pensamento se torna mais rápido e há um grande medo de morrer Ou seja, estamos fisicamente e psicologicamente preparados para o que está acontecendo. Este é o mecanismo de alerta e de defesa do cérebro para um perigo real. Passada esta situação de perigo, a tendência natural é de voltarmos ao estado normal, de tranquilidade, sem que isto volte a nos perturbar em outros momentos de nossa vida.

E na síndrome do pânico o que acontece? O individuo está totalmente relaxado em casa, ou na praia e não existe situação de perigo real, mas o cérebro ativa o mecanismo de alerta indevidamente, e surgem tosos aqueles sintomas que falamos… só que sem que haja uma causa real, e o individuo, em muitos casos, não identifica o primeiro pânico, apaga da memória até como defesa.

A mente não reconhece a situação de perigo e o corpo desse indivíduo se descontrola por completo pela ação destes sintomas e como consequência disso as glândulas suprarrenais liberam adrenalina e o individuo fica desnorteado e entra em pânico, e o pânico induz a liberação de mais adrenalina. Ele acredita que está morrendo e ficando louco. Os sintomas mais comuns da crise de pânico são: sudorese, tremores, falta de ar, dor no peito, palpitações, náuseas, tonturas, formigamentos nos membros, medo de morrer, medo de enlouquecer e calafrios.

CONFUSÃO MENTAL
Nestas situações o que é mais comum acontecer? Ir para o pronto socorro, e para chegar lá, levam alguns minutos, quando chega, a crise já está terminando, pois dura em torno de 5 a 20 minutos. Acaba sendo diagnosticado como um stress. Isso acontece por diversas vezes e acaba gerando uma confusão mental e um desconforto muito grande, pois pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato e de que não existe tratamento para essa patologia.

TRATAMENTO
Existe tratamento para esse problema? Sim, o mais importante no inicio do tratamento é que ele restabeleça o equilíbrio bioquímico cerebral. Feito isso através de medicamentos seguros, prepara-se o paciente para que ele possa enfrentar seus limites e os problemas do cotidiano de uma maneira menos stressante. Após isso, estabelecer junto com o paciente uma nova forma de viver, onde priorize a busca de uma harmonia e equilíbrio pessoal. Uma abordagem psicoterapêutica especifica, onde haja um processo de empatia e confiança entre psicólogo e paciente, da um bom resultado.

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