Celso Garcia: erros devem ser revistos

Celso Garcia: erros devem ser revistos

As mudanças na Avenida Celso Garcia continuam gerando muita discussão entre os moradores das regiões do Tatuapé e Belém. Inclusive o tema trânsito voltará a ser discutido em duas reuniões que vão ocorrer amanhã, dia 13, no Conseg Parque São Jorge, às 20 horas; e no dia 17, às 8h30, no Sindicato dos Mestres e Contramestres. A primeira será no Colégio São José do Maranhão, na Rua Arnaldo Cintra, 86; e a segunda ocorrerá na Rua Julio de Castilhos, 782.

Muitas críticas estão sendo registradas em redes sociais e na imprensa de um modo geral. A maior parte delas se refere às alterações feitas sem consulta pela Prefeitura e que, além de promover mais congestionamentos na Celso Garcia, dificultou a vida dos moradores que residem no entorno da via. Para autorizar a circulação de carros na avenida no sentido centro, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) também modificou o sentido de direção de diversas ruas. No entanto, ainda há muitos semáforos desconectados dessa nova realidade, bem como a velocidade atual de carros e ônibus. Mesmo com a principal mudança da avenida tendo sido feita a cerca de 20 dias, existem pessoas desrespeitando o sentido das ruas e fazendo conversões proibidas, aumentando o risco de acidentes e atropelamentos.

Deviam deixar só os ônibus”

O trabalhador Renan Junqueira lembrou que o seu trajeto de retorno do serviço antes levava 40 minutos e agora se transformou em um período de duas horas. Agora, com a volta das aulas, a tendência é piorar ainda mais.

A moradora Débora Fontella frisou o fato da mudança ter causado uma fila imensa de ônibus, causando um tráfego intenso na via. “Sendo assim, fica a pergunta: se a Prefeitura incentiva a população a não utilizar veículos, para valorizar o uso do transporte público, porque liberar os carros?”, questionou. Débora recordou que antes levava 15 minutos até o Pq. Dom Pedro II e hoje leva quase uma hora para chegar. Outro morador reclamou do fato da CET proibir quem sobe a Rua Tuiuti, vindo da Marginal, de acessar a Celso Garcia, obrigando a pessoa a fazer um contorno no quarteirão seguinte e encarar mais um farol, esperando mais de 20 minutos nesse trecho.

Jailton Alves de Almeida afirmou ter de descer do ônibus, em frente ao Correio, e ir andando até a Rua Bresser, onde trabalha, para não chegar atrasado. Segundo ele, se for esperar o ônibus chegar até a igreja Universal, onde deveria descer, chegaria muitos minutos atrasados. “Para voltar à minha casa é outro transtorno. Saio às 18 horas e chego quase às 21 horas”, calculou.

CRÍTICAS
Bruno Covas responde

Prefeito: “às vezes, intervenções não têm o efeito desejado, mas a ideia original será mantida”

Como a avenida vinha registrando diversos acidentes, resolveu-se propor as mudanças atuais

Presente a um evento, junto com a prefeito Bruno Covas, o secretário de Mobilidade e Transportes, João Octaviano de Machado Neto, afirmou que, durante a reunião envolvendo moradores da região e técnicos da CET, serão abordadas as questões pontuais referentes às mudanças no trânsito da Avenida Celso Garcia.

Já Bruno Covas, declarou que a avenida vinha registrando diversos acidentes e, por conta disso, a CET resolveu programar uma série de intervenções para reduzir as colisões e atropelamentos. Durante a entrevista, o prefeito admitiu que, às vezes, as intervenções não têm o efeito desejado. Segundo ele, também pode ocorrer alguma variavel que possa não ter sido estudada e ela acaba aparecendo no decorrer do processo. “É natural que nessas grandes intervenções feitas pela CET tenha-se de adaptá-las à realidade. E é exatamente isso que nós vamos fazer, mantendo a ideia original da necessidade de alguma intervenção, por conta da quantidade de acidentes”, adiantou Covas. Por fim, ele destacou não haver nenhum problema em rever uma ou outra questão específica para poder utilizar, ao mesmo tempo, a redução da velocidade e as alterações na avenida sem causar muitos transtornos à população.

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