Casa do Tatuapé preserva traços da história da cidade

Casa do Tatuapé preserva traços da história da cidade

A história do Tatuapé compartilha muito de seus aspectos com a história da própria cidade de São Paulo. O fato pode ser observado em visita à Casa do Tatuapé (Rua Guabijú, 49), uma das 13 construções espalhadas pela cidade que compõem o o Museu da Cidade de São Paulo – dentre elas a Casa do Grito, no Ipiranga, e o Solar da Marquesa, na Sé.

Para quem busca conhecer melhor a história do local em que vive, a Casa do Tatuapé, construída em terreno pertencente ao padre Matheus Nunes de Siqueira, é um excelente ponto de partida.

Situada na região a partir do qual o bairro se desenvolveu, entre a Av. Salim Farah Maluf e a Av. Celso Garcia, a casa – hoje transformada em museu – foi construída pelo método de taipa de pilão em meados do século 17. Desde então, com seus seis cômodos e dois sótãos, serviu de moradia a 17 famílias.

ÚLTIMO MORADOR
Seu último morador, Elias Quartim de Albuquerque, explorou o ramo da fabricação de telhas e tijolos, aproveitando-se da proximidade e a abundância de matéria-prima oriunda da várzea do Rio Tietê. Em 1945, após a morte de Elias, o imóvel foi comprado pela Tecelagem Textília

Posteriormente, a Casa do Tatuapé foi adquirida pela Prefeitura  e, entre 1979 e 1980, sob responsabilidade do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), em conjunto com o Museu Paulista da USP, foram realizadas pesquisas arqueológicas e, posteriormente, o imóvel passou por obras de restauro.

Na reforma, algumas benfeitorias feitas pelo paredes instáveis foram reconstruídas, utilizando-se o mesmo processo de taipa de pilão da obra original. O madeiramento e o telhado foram refeitos. Já as janelas e portas foram restauradas e, nos quartos, para evidenciar características da época, o piso em terra batida foi preservado.

RELÍQUIAS PAULISTANAS
Alguns objetos achados na casa durante as pesquisas arqueológicas estão expostos em um dos cômodos. Neste quarto, em que não há revestimento na parede, é possível observar claramente como as camadas de taipa de pilão formam as grossas paredes da casa.

Nos outros cômodos estão expostos objetos que fazem parte de um acervo de milhares de peças encontradas em prospecções em sítios da cidade de São Paulo. São objetos do cotidiano que buscam resgatar imagens de como eram os hábitos domésticos dos paulistanos – como, por exemplo, nas cozinhas, com seus utensílios de ferro, madeira ou cobre.

Estão reunidos – na Casa do Tatuapé e nas outras casas que compõem o Museu da Cidade – peças de mobiliário, utensílios de cozinha, ferramentas, adornos domésticos, imagens religiosas e outros objetos, que passaram a compor o mobiliário de imóveis rurais de taipa remanescentes dos séculos 17, 18 e 19.

VISITAÇÃO
Os interessados em conhecer os segredos da Casa do Tatuapé podem visitá-la de terça a domingo, das 9 às 17 horas.
A visitação é orientada e a entrada é gratuita. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 2296-4330.

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