Árvores cortadas ou retiradas não são repostas e verde acaba

Árvores cortadas ou retiradas não são repostas e verde acaba

A falta de áreas verdes em bairros da Zona Leste faz parte de uma discussão contínua envolvendo moradores e agentes da Prefeitura. Isto porque uma parte da arborização da ZL, como no Tatuapé, por exemplo, está no plantio em espaços existentes nas calçadas. Ou seja, o dono do imóvel pede à subprefeitura que indique a muda de planta mais adequada para o local e prepara um lugar para recebê-la. Enquanto a árvore é pequena não há problema. Contudo, quando se torna adulta, a espécie precisa ser podada, cortada ou até mesmo arrancada com a raiz.

Nesses momentos é que surgem as questões mais difíceis. Primeiro porque às vezes a poda é muito drástica. Segundo pelo fato do corte não ser feito junto ao chão, mantendo-se o toco da árvore. E por último, quando a planta é retirada, mas não é reposta.

ANTONIO DE BARROS
Na Rua Antonio de Barros, altura do nº 1.278, foram retiradas duas árvores, há mais de um ano, porém não houve o replantio. Como o trabalho não teve continuidade, o proprietário do imóvel cobriu os locais com concreto. Questão parecida ocorreu na Rua Santa Gertrudes, altura do nº 444. Nesse ponto, a árvore também necessitava ser retirada, no entanto deixou-se de colocar outra muda no espaço vazio.

PEDREIRA

Na R. Professor Pedreira de Freitas moradores devem ter atenção ao obstáculo

Na R. Professor Pedreira de Freitas moradores devem ter atenção ao obstáculo

Na Rua Professor Pedreira de Freitas, 820, onde existia uma espécie doente por ter sido atacada por cupins, funcionários da Prefeitura não cortaram a árvore por completo. Com isso, os pedestres começaram a reclamar do obstáculo criado. Principalmente porque a iluminação do trecho é precária e muitas pessoas acabam tropeçando na estrutura construída para cercar a árvore.

DESPREOCUPAÇÃO
São questões pontuais, mas que mostram certa despreocupação em preservar o verde. O resultado disso é que o solo fica impermeável e a água da chuva causa alagamentos. Dentro deste contexto, esta Gazeta questionou a Subprefeitura Mooca sobre o que seria possível fazer nos casos das ruas Antonio de Barros e Professor Pedreira de Freitas. Com relação à Santa Gertrudes, as indagações foram encaminhadas para Subprefeitura Aricanduva/Formosa/Carrão.

O OUTRO LADO
De acordo com a assessoria da Sub Aricanduva, as informações da Supervisão de Limpeza revelam que, no local, foi executada a remoção de árvore após a queda em 26/12/11. Segundo o órgão, como a remoção foi executada em caráter de emergência, após fortes chuvas, não foi executado o replantio no local. A assessoria salientou, ainda, que no momento não possui mudas disponíveis na subprefeitura, porém, assim que as tiver, executará o replantio no local.

Segundo a Subprefeitura Mooca, em relação à reclamação referente à Rua Professor Pedreira de Freitas nº 820, no Tatuapé, o serviço será executado no dia 9 de dezembro, terça-feira.

Em relação à reclamação da Rua Antonio de Barros, 1.278 Tatuapé, a árvore para plantio neste local tem que ser de médio porte, devido à fiação e o ponto de ônibus, porém a sub disse não dispor de mudas adequadas para este plantio.

A subprefeitura explicou, também, que a lei não determina tempo para o replantio. As regras não impedem o munícipe de refazê-lo. Pelo fato do passeio ser público, a Prefeitura não precisa de autorização para o plantio, mas é sempre bom ter a concordância do morador.

Deixe um comentário

*