Adolescentes obesos

Adolescentes obesos

Um estudo realizado pela fonoaudióloga e coach Patrícia Antoniazi, indica que os obesos quando comparados com os de peso normal apresentam maior crescimento facial como resultado da obesidade. O trabalho foi realizado no Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) – Setor de Medicina do adolescente da Disciplina de Especialidades Pediátricas do departamento de Pediatria da Unifesp.

Pelo período de três anos foram realizados 8.742 atendimentos por todas as especialidades do CAAA, incluindo, em média, seis retornos por ano, dos pacientes de acordo com a especialidade, além de terapias contínuas semanais, havendo entre estes pacientes, aqueles que só foram atendidos uma vez e outros que foram atendidos 43 vezes. “Dentro do número de pacientes atendidos, selecionamos prontuários e estabelecemos critérios de inclusão e exclusão para limitar a variabilidade amostral”, descreveu Patricia Antoniazi.

No Brasil, assim como em outros países, a prevalência da obesidade vem crescendo entre crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, um estudo em escolares, de 4 a 17 anos, mostrou prevalência de obesidade de 13,7% no sexo masculino e 16,5% no sexo feminino. “O acúmulo de gordura corporal é influenciado por múltiplos fatores interrelacionados, incluindo as variáveis de saúde geral, metabolismo basal, dieta, exercícios físicos, balanço hormonal, raça e hereditariedade”, expõe Antoniazi.

DOENÇAS RELACIONADAS AO EXCESSO DE PESO
As doenças relacionadas ao excesso de peso podem ser subdivididas em duas categorias fisiopatológicas. De acordo com a especialista, a primeira categoria corresponde ao risco que resulta de alterações metabólicas decorrentes do excesso de gordura, incluindo diabetes mellitus, litíase biliar, hipertensão, doença cardiovascular e algumas formas de câncer. Já a segunda categoria se refere ao risco do aumento da massa corporal por si só, incluindo osteoartrite, apneia do sono e o próprio estigma sociopsicológico da obesidade.

Pesquisas com animais sugerem que a leptina pode estar intimamente envolvida ao início da puberdade, ao desenvolvimento esqueletal, incluindo o crescimento craniofacial.

O provável aumento do tamanho das estruturas craniofaciais, diante do aumento do peso corporal traz uma mastigação diferente, mais rápida e com menos ciclos, quando comparadas a indivíduos com estruturas menores e peso similar, informa a pesquisadora.

Segundo Antoniazi, alta velocidade de ingestão prejudica o tempo que o mecanismo de saciedade necessita para realizar a inibição do processo de ingestão alimentar e determina que o indivíduo ingira uma quantidade de alimentos maior e, consequentemente, sofra com a elevação do peso corporal.

A capacidade de força dos músculos mastigatórios é conhecida por variar de forma significativa entre indivíduos. A força de mordida é correlacionada com o aumento de peso corporal, sendo esta, uma das variáveis que explica a fragmentação do alimento.

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