A saga de um empreendedor

Sr. redator:
“Segundo o dicionário, o significado de empreender está relacionado com propor-se a fazer algo difícil, a sair da inércia, se mexer em busca de algo mais. No mundo empresarial aquele que se aventura a criar um negócio é reconhecido como um empreendedor.

Por sua natureza o empreendedor é alguém que através da sua empresa ou até por outros tipos de organização, contribui a todo instante com o desenvolvimento econômico e social, que são condições indispensáveis para a evolução e consequente manutenção da independência do país em relação ao resto do mundo. Engana-se quem acha que a geografia no mundo está definitivamente consolidada. Vide os últimos acontecimentos no mundo.

Toda pessoa que se propõe a dedicar seu tempo em atividades empreendedoras deveria receber tratamento diferenciado por parte de instituições privadas e principalmente do governo. Tinha que ter estímulos para continuar com sua atividade que, de alguma forma, beneficia a sociedade, melhorando a vida de um único individuo ou da coletividade. Na prática, porém, não é isso que acontece. O empreendedor está sujeito a regras que tiram seu fôlego, seu foco e sua vontade.

E quem as enfrenta sabe que a situação é bem complicada e que se não for revista rapidamente não há como o País crescer como necessita. Criam-se empresas, geram-se oportunidades e dá-se emprego, mas não há geração de riqueza suficiente para levar o País a um outro patamar de desenvolvimento.

Não faltam exemplos que mostram o quanto o empreendedor, que procura manter suas operações dentro da estrita legalidade, tem dificuldades para conseguir seguir em frente com suas atividades. Quem tem dívidas tributárias é punido com multas e juros abusivos que tornam a dívida impagável e deixam o empreendedor engessado nas suas decisões e reduzem o valor da empresa.

Quem recorre a bancos depara-se com uma instituição que quer emprestar sem correr risco algum e só empresta em função do oferecimento de garantias e custo financeiro impagável.

As obrigações impostas na contratação do trabalhador de determinadas categorias e a forma como esses trabalhadores encaram os benefícios adquiridos a partir do registro na carteira de trabalho distorcem a relação a ponto do empregador não conseguir manter um quadro de funcionários estável em sua empresa. Mesmo com baixa ou sem qualificação, o pagamento de um piso mínimo salarial é obrigatório e a baixa qualificação e nível de escolaridade criaram um tipo de empregado que no nível mínimo de pressão prefere ficar desempregado, vivendo de benefícios como o seguro-desemprego e a multa de 10% do FGTS.

Ser empreendedor não é apenas ter um número de CNPJ – que por qualquer deslize pode ter seu nome inscrito em vários desses órgãos públicos e privados criados para cercear seus sonhos e liberdade. Ele deve ser motivado a todo instante e mais do que tudo, deve ter a paz necessária para que seu dia a dia seja repleto de realizações, entusiasmo e alegria. Só assim poderá ajudar a quem não tem o privilégio de ter nascido com um espírito de empreendedor.”

Vagner Miranda Rocha

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