A Minicostureira

A Minicostureira

As irmãs Débora e Cynthia Falabella dirigem o espetáculo “A Minicostureira”, que estreia dia 2 de fevereiro, às 15 horas, no Teatro Porto Seguro. A peça é inspirada livremente no conto A Moça Tecelã, de Marina Colasanti, e na carta A Tecelã do tarô Egípcio. No elenco estão Frann Ferraretto, Bruno Ribeiro, Antoniela Canto e Mateus Monteiro.

O conto que inspirou o espetáculo traz a história de uma jovem tecelã cuja obra feita no tear se transforma na própria realidade da personagem. Isso faz com que a menina reflita sobre a própria vida numa jornada constante de autoconhecimento. O espetáculo, por sua vez, surge a partir de pesquisas que caminham pelo imaginário, pelo onírico, pela espiritualidade e também pela psicomotricidade, integra fantasia e realidade, provocando a reflexão sobre questões sensíveis e de um campo pouco visitado na infância.

Na trama, a garotinha Clara cria seu próprio mundo, em meio a linhas, agulhas e tesouras. Lá vivem criaturas retalhadas por ela, como um peixe dourado que se chama Fidalgo, e assume o papel de seu melhor amigo, e uma Santa protetora das minicostureiras. Juntos, eles decidem realizar o maior sonho da menina, que logo vira um terrível pesadelo e faz com que a garota precise tomar a decisão mais difícil de seus vividos nove anos de idade – e para o resto de sua vida.

Entre retalhos e costuras, o público é convidado a ponderar sobre o seu potencial no mundo, por meio da imaginação e da concepção das próprias vontades, poderes e planos. As crianças, mais do que ninguém, sabem viajar instantaneamente para onde quiserem, sem sair do lugar. No espetáculo é possível criar grandes navios com a sobra de uma calça, ou fazer a cortina de um teatro com um pano de chão.

O intuito do espetáculo é justamente estimular a imaginação por meio de signos têxteis que impulsionam o público para a reflexão sobre questões inerentes ao ser humano, como a afetividade, a espiritualidade e a imaterialidade. “A Minicostureira” instiga, com simplicidade, o que há de mais antigo e precioso no mundo: a força de acreditar em algo até que isso aconteça.

O texto é de Frann Ferraretto. A assistência de direção, de Flávia Fernandes. Cenário e figurino estão aos cuidados de Kleber Montanheiro. A trilha é do Trio Pompéia, formado por Chuck Hipólito, Thiago Guerra e Tiago Mago. Operação de luz: Jefferson Bessa e manipulação de bonecos: Gisele Pereira.

Apresentações: sábados e domingos, às 15 horas. Ingressos: plateia (R$ 50,00), balcão e frisas (40,00). Temporada: até 17 de março. Classificação: livre. Local: Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos. A bilheteria funciona de terça a sábado, das 13 às 21 horas e domingos, das 12 às 19 horas. Mais informações no telefone 3226-7300.

O teatro oferece serviço de vans gratuitas que saem da estação Luz, da CPTM. Os veículos, personalizados, ficam em frente à saída Rua José Paulino/Praça da Luz/Pinacoteca. No local também há bicicletário grátis.

Deixe um comentário

*