A Garota Dinamarquesa – a história da primeira transexual

A Garota Dinamarquesa – a história da primeira transexual

Ao tocar em um tema super delicado, o diretor Tom Hooper teve a delicadeza de não transformar algo complicado como a transexualidade em um espetáculo grotesco ou caricatural. A Garota Dinamarquesa pode agradar até mesmo os mais desconfiados com este assunto, ainda tabu em qualquer sociedade, por mais vanguardista que ela seja.

O vencedor do Oscar de melhor ator do ano passado, Eddie Redmayne, interpreta o pintor inglês Einer/Lili Wegener. Ele foi um dos primeiros homens que fizeram a polêmica operação de mudança de sexo que se tem notícia. Uma verdadeira revolução nos costumes na época, na Dinamarca.

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Mesmo que hoje em dia ainda não seja algo tão comum quanto comprar raspadinhas, já é relativamente tranquilo realizar esta operação. Mas quando se é pioneiro, sofre-se não apenas o estigma social quanto os traumas e consequências físicas da intervenção. Ele foi praticamente uma cobaia humana para o médico, mostrado como alguém que se solidariza com pessoas que sofreriam com este “transtorno”.

As belíssimas interpretações de Redmayne e da atriz Alicia Wikander, que vive sua esposa Gerda – também pintora e que dava todo apoio ao marido até ter a real compreensão do que significava a decisão de Einer – renderam a ambos indicações aos prêmios principais da academia de cinema norte americana.

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Alicia também brilhou como a androide quase humana de Ex Machina, um excelente filme de ficção científica que passou despercebido entre o grande público. Um ano exuberante da sueca, que lhe rendeu indicações aos prêmios máximos do Globo de Ouro, mês passado.

O elenco conta ainda com Amber Heard e Matthias Schoenaerts, que vive Hans Axgil, uma amigo de infância de Einer, com quem o casal vive uma espécie de triangulo amoroso. A obra, de 2 horas de duração, foi baseada no livro de mesmo nome do escritor David Ebershoff e estreia no Brasil neste final de semana.

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