A Dança das Vedetes

A Dança das Vedetes

Após uma temporada de sucesso no Teatro João Caetano, o espetáculo A Dança das Vedetes se transfere para uma curta temporada no Teatro Arthur Azevedo. As apresentações acontecem de sexta a domingo e são gratuitas. Supervisionado pela Profª Drª Neyde Veneziano, especialista em Teatro de Revista, o espetáculo é resultado de uma pesquisa desenvolvida com um elenco de terceira idade e traz à cena muita alegria e brasilidade, resgatando a vedete que cada uma das participantes tem dentro de si. “São vedetes da terceira idade, mas vedetes modernas, empoderadas e que sabem muito bem seus lugares e o que querem da vida”, declara Neyde Veneziano.

Sem o vigor da juventude, mas com a alegria e o olhar de quem entende seu papel no mundo, os 23 componentes do elenco deverão encantar o público com seu trabalho singelo, pleno de entusiasmo e poesia. A peça tem 1 hora de duração, vai até o dia 18 de novembro e tem classificação indicativa para maiores de 12 anos. O espetáculo mostrará, inclusive, alguns pequenos esquetes e monólogos revisteiros, a fim de introduzir o espectador no universo da Revista. A trilha sonora é composta por canções como O Canto do Cisne Negro, de Villa Lobos; A Água Lava Tudo, de Emilinha Borba; Ô Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga; Touradas em Madri, de Braguinha; e Mamãe Eu Quero, de Vicente Paiva e Jararaca.

Sinônimo de grande atração, o termo Vedete, de origem italiana, foi incorporado no Brasil como forma de se referir às artistas do período áureo do Teatro de Revista. A tendência do público é achar que “vedete” era uma super-star, coberta de paetês, brilhos e lantejoulas. No entanto, poucos sabem que havia um “sistema” no Teatro de Revista, o qual determinava, inclusive, a posição que cada uma deveria ficar, sem se mexer muito. Elas faziam teatro musical, porém a grande responsabilidade era a de passar sensualidade, alegria e brasilidade, sempre sugerindo que a “vida vale a pena ser vivida”. É esta a essência do espetáculo, que pesquisou os corpos brasileiros dos anos 1950 e 1960, época em que as coreografias e os movimentos eram mais simples e ingênuos.

Deixe um comentário

*