A água e o marketing social

Sr. redator:
“Em fevereiro de 2003, a maior empresa de alimentos da época, mundialmente famosa, deu início a uma grande campanha de marketing que chamava-se Junta Brasil. Nesta campanha reuniu dois famosos apresentadores de televisão, rivais de audiência, na ocasião, Gugu Liberato e Fausto Silva, para chamar os consumidores para um concurso no qual as pessoas tinham que juntar oito rótulos de embalagens de qualquer produto da marca e concorrer a uma casa por dia até o final do ano.

O concurso recebeu ao final um total de 51 milhões de cartas, significando o envio de 408 milhões de comprovantes de compra de produtos e 248 casas foram entregues aos consumidores.

As campanhas de marketing e comunicação se bem pensadas e planejadas podem mobilizar muitas pessoas para comprar produtos, serviços e fazer com que as empresas lucrem com este investimento. Mas e se usarmos estas ferramentas para as questões sociais, ambientais e buscarmos mudanças de comportamento sustentável, também é possível?

Uma ação realizada há algum tempo numa novela, também da principal emissora do País, fez com que aumentasse a doação de medula óssea em 4.400% de novembro de 2000 a janeiro de 2001, fazendo a média de cadastrados ‘pular’ de vinte para novecentos por mês.

E é aí que está a solução. Como comunicar, mobilizar e fazer com que esta população mude o comportamento? Na dor ou no amor. Na dor será efetivamente com a falta de água ou com o aumento exacerbado da conta de consumo. No amor poderá ser com campanhas de marketing social.
Estou clamando aqui por uma campanha criativa, como a do balde com gelo ou do faça xixi no banho, da SOS Mata Atlântica.

Esperamos que o poder público, os marqueteiros e os publicitários de plantão possam lembrar desta poderosa ferramenta que ativará outras mídias e ações. E que, principalmente, não seja mais uma crise ambiental e de consumo, mas que os aprendizados deste momento prossigam durante muito tempo.”

Marcus Nakagawa

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